Sementes Basso 2

cadastre-se

Na Planeta Arroz os usuários cadastrados têm muitas vantagens. Faça o seu cadastro grátis.

cadastre-se agora
news
Facebook

rss

Na Planeta Arroz você pode conferir as últimas novidades através de Feeds RSS. Confira:

notícias
artigos
Assine 4

notícias

09.01.2018 | BALANçO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Déficit do ano é de 271 mil toneladas na balança comercial do arroz

Brasil exportou 870,2 mil toneladas e importou 1,14 milhão de t em base casca

imagem Brasil tem o pior desempenho nos embarques em cinco anos Foto: Robispierre Giuliani - Planeta Arroz

Os números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) neste início de janeiro confirmaram o que toda a cadeia produtiva brasileira do arroz já sabia: a balança comercial do grão terminou com 2017 em déficit. De janeiro a dezembro de 2017, o ano civil, o Brasil importou 1,141 milhão de toneladas, enquanto exportou apenas 870.268 toneladas em base casca. O déficit foi de 271,2 mil toneladas, segundo os números oficiais.

Foi o pior desempenho das vendas externas brasileiras em cinco anos. Ao mesmo tempo, os últimos 12 meses registraram a maior concentração de compras do Brasil nestes mesmos cinco anos. Os indicadores poderiam ser piores, não fosse o desempenho superavitário de dezembro, quando a cadeia produtiva brasileira embarcou 65,6 mil toneladas e importou 49,5 mil toneladas em base casca. A baixa oferta do Paraguai e os preços praticados pelos demais mercados restringiram os ingressos do grão no mercado doméstico, e as baixas cotações praticadas internamente permitiram que os contratos fechados ao longo de outubro e novembro se consolidassem.

Senegal (166.657 t), Serra Leoa (115.931 t), Peru (113.895 t), Gâmbia (96.014 t) e Nicarágua (76.216 t) são os cinco maiores clientes do Brasil, de uma lista de 61 países que importaram o arroz nacional. Em contrapartida, indústrias, atacado e varejo brasileiro importaram o grão de 20 países. O Paraguai é o nosso principal fornecedor, com 638,2 mil toneladas exportadas no ano. O volume, segundo estatísticas daquele país, aproxima-se de 70% da sua produção. As vendas se concentram em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e no Paraná, mas há negócios reportados por outras unidades federativas, casos de Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, por exemplo.


O Uruguai segue sendo o segundo maior fornecedor de arroz para o Brasil, com 303,1 mil toneladas, seguido de longe pela Argentina com metade desse volume, ou 151,2 mil toneladas. As vendas do Paraguai equivalem a mais de seis vezes os envios argentinos para o Brasil e mais do que o dobro do Uruguai. Com quase 20 mil toneladas, cada um, Suriname e Guiana consolidaram-se entre os cinco grandes fornecedores de arroz para o Norte do país.

Os demais exportadores concentram a venda de tipos especiais de arrozes, como coloridos, aromáticos, para culinárias étnicas e/ou alta gastronomia. Dentre estes, merece registro o arbóreo italiano, e outras variedades do país europeu, que bateram na casa de 7,3 mil toneladas enviadas ao território brasileiro em 2017.

Em geral, a balança comercial brasileira foi determinada pela alta competitividade do Mercosul, em especial do Paraguai, que conseguiu operar com altos volumes de vendas de arroz abaixo da média 11 dólares por saca (equivalência), valor que não cobre os custos de produção da lavoura brasileira. Embora a Conab projete balança comercial equilibrada para 2018, e tenha tirado da cartola  um salto de 500 mil toneladas no ano que começa, não é essa a perspectiva do setor. 

A conjuntura indica novo déficit na balança comercial.

Exportações

Ano Mil/t
2013 1.209.546
2014 1.242.655
2015 1.308.622
2016 935.085
2017 870.268

Importações
Ano Mil t
2013 965,5
2014 847.918
2015 509.9
2016 1.044.09071
2017 1.141.494

 

Fonte: Secex/Mdic




Enviar notícia para um amigo

comentários (2)

10/01/2018 - flavio evandro (Santa Maria - RS)
O grafico eh bem claro a cada ano que passa exportamos -100 mil toneladas e aumentamos a mesma quantidade em importacoes... isso eh o que dizem os orgaos oficiais... quanto arroz nao entra pela surdina??? O que mais me impressiona é a incompetência nacional em mandar mais arroz para a américa central, caribe, africa e oriente medio nosso principais importadores que chega a pagar U$ 700 a tonelada do paddy americano!!! mas o que dói mais e ver Paraguay e Uruguay se lavando na nossa cara!!! De alguma forma o dólar terá que se valorizar... não é possivel que o país sobreviva com exportações em queda... O mercado interno está uma zona!!! Ninguém se entende... Está na hora de pressionarem pela unificaçao de aliquotas ou do Sartori zerar a daqui tb agora que ele aprovou a prorrogaçao das dívidas do RS... Pressão e mais pressão pessoal...
10/01/2018 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Exportação mas de Cangicão.....Arroz tipo 1, Bom, é quase nada.....Tem que mudar isso...Exportar tambem arroz de Qualidade, como Paraguai e Uruguai mandam pra cá....

Deixe o seu comentário.
Para isso, é necessário estar logado.

esqueci minha senha enviar

Se você é um novo usuário, faça o seu cadastro gratuitamente.

busca no site

buscar
gluten2
anuncie
Todos os direitos reservados - Copyright 2018 - Planeta Arroz

Desenvolvido por dzestudio