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30.11.2017 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Cotações perdem força e fraqueza seguirá até a colheita

Produto negociado para janeiro tem referencial de R$ 38,00. Meses de baixo consumo impedem o avanço das cotações

imagem Abundância mantém preços baixos Foto: Arquivo Planeta Arroz

O mês de novembro vai se encerrando com as cotações do arroz em casca indicando que a ligeira recuperação perdeu fôlego que o mercado vai operar com interferência do baixo consumo histórico dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. A média de preços no mercado livre gaúcho para a saca de arroz em casca de 50 quilos (58x10) é de R$ 37,00 a R$ 37,50 brutos.

Negócios reportados para pagamento em janeiro têm por referência R$ 38,00 para o grão com mais de 60% de inteiros, Puitá, na Fronteira-Oeste, valor que ainda permanece R$ 7,00 abaixo do custo médio de produção indicado pelo Irga, e R$ 5,00 na referência de outras fontes setoriais.

O indicador de preços do arroz em casca Esalq/Senar-RS fechou a quarta-feira, 29 de novembro, marcando média de R$ 37,09 por saca de 50 quilos, 58x10, colocada na indústria. No mês, o valor acumula pequena valorização de 0,9%, retroagindo diante de cotações que marcaram pico de R$ 37,55 no dia 16 do mês, com evolução de 2,18% frente ao último dia de outubro. A valorização do dólar nesta quarta-feira, para R$ 3,24, depois de cinco semanas de trajetória entre estabilidade e queda, manteve praticamente inalterada a cotação na moeda estadunidense. Se na abertura da segunda quinzena de novembro uma saca de arroz em casca equivalia a US$ 11,46, ontem (29/11) ficava em US$ 11,43.

O segmento produtivo considera que a leve recuperação dos preços respondeu à estratégia das grandes indústrias que, por um lado evitaram a intervenção governamental e, por outro, asseguraram um patamar de preços capaz de manter o fluxo das pequenas empresas que se mantém comprando pequenos volumes no mercado para alcançarem a safra. As grandes empresas, em geral, têm estoques formados para até 70 dias após o início da colheita, tempo suficiente para a maturação do arroz novo.

A expectativa é de que no pico da entressafra a referência de preços se mantenha entre R$ 38,00 – já referenciais para janeiro – e R$ 40,00 para produto superior. Vale lembrar que algumas regiões paraguaias já começam a colher na segunda semana de dezembro com capacidade de colocar arroz em casca em São Paulo a US$ 11,00 na equivalência em 50 quilos.

MERCADO EXTERNO

O mercado externo, que foi o fiel da balança na formação de preços remuneradores no Brasil entre 2012 e 2015, se mantém pouco competitivo. Ainda que os exportadores tenham agendados dois embarques que somam mais de 40 mil toneladas de arroz para a América Central e Caribe, cargas de quebrados para a África e contêineres de produto superior para a América do Sul em dezembro, a expectativa é de mais um mês com déficit na balança comercial. Com isso, espera-se que o Brasil entre no ano comercial 2018/19, a partir de 1º de março de 2018, carregando um estoque de passagem próximo de 1,6 milhão de toneladas, perto de quatro vezes o registrado em 1º de março de 2017.

Mantida a referência do dólar entre R$ 3,10 e R$ 3,30, a tendência é de uma acentuada queda nos preços a partir da entrada da nova safra no Brasil e no Mercosul. Os financiamentos da indústria, com vencimento no pico da safra, e a baixa competitividade do arroz brasileiro no exterior tendem a impulsionar uma superoferta de grão entre o final de fevereiro e maio e isso pode jogar os preços a patamares iguais ou até inferiores aos praticados em 2017. A diferença é que, se na média do Rio Grande do Sul os valores se mantiveram acima de R$ 35,00 – em Cachoeira do Sul e Rio Pardo bateram nos R$ 34,00 – a partir de março de 2018 o gatilho de intervenção da Política de Garantia de Preços Mìnimos (PGPM) do arroz dispara quando a saca baixar de R$ 36,00 no Sul do Brasil.

O desafio das entidades setoriais é garantirem a prontidão do governo federal para implementar a intervenção. A demanda é por mecanismos como Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador de Pago ao Produtor (Pepro) com incentivos indiretos à exportação, mas com estoques na casa de 25 mil toneladas, o governo federal poderá também entrar com AGFs, ainda que em pequena quantidade. O balizador de piso em R$ 36,00 (apenas R$ 1,01 acima do referencial até o dia 28 de fevereiro de 2018), ainda que não cubra os custos de produção estimados entre R$ 42,00 e R$ 43,00 dependendo da instituição, e não seja o ideal, é importante por impedir quedas mais significativas nos preços de mercado. O desafio é garantir recursos e meios que impeçam as cotações de sinalizarem um teto muito próximo deste piso, na faixa de R$ 38,00 a R$ 39,00 como em 2017.

SAFRA

Com o atraso no plantio e problemas de germinação e estabelecimento das lavouras do tarde, muitos produtores estão precisando banhar os quadros. A maior preocupação do setor, neste momento, está concentrada nas operações da lavoura – enquanto os segmentos representativos negociam com setores do governo salvaguardas para o grão do Mercosul – cuja implementação é considerada muito remota e não tem apoio da indústria, por exemplo.

Além do Rio Grande do Sul e algumas regiões de Santa Catarina, há atraso importante também no plantio do Tocantins – por falta de chuvas em outubro – e no terras altas do Mato Grosso e de até 35% das áreas de algumas províncias argentinas. O Uruguai finaliza suas áreas, também indicando um plantio levemente mais lento do que na temporada passada por questões climáticas. Baixas temperaturas noturnas – inferiores a 10 graus – e falta de umidade em algumas zonas, atrasaram a emergência em algumas lavouras dos países vizinhos.

O tempo seco dos últimos dias, que atrapalha a germinação, também foi importante para um avanço significativo das operações de semeadura. O Rio Grande do Sul encaminha-se para os 5% finais de áreas a serem semeadas, em Santa Catarina está praticamente encerrado o processo e o Tocantins deve plantar até 25 de dezembro.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços médios de R$ 37,50 para a saca de arroz em casca de 50 quilos no Rio Grande do Sul e R$ 79,00 para a saca de 60 quilos de arroz branco, beneficiado, Tipo 1, sem ICMS. A quirera e o canjicão, em sacos de 60 quilos, mantiveram cotações estáveis em R$ 43,00 e R$ 52,00 graças à demanda de quebrados para a África que são responsáveis por mais de 50% das vendas brasileiras ao exterior nesta temporada. O farelo de arroz mantém há meses a referência de R$ 360,00 a tonelada dirigida ao Vale do Taquari, demandado pelas indústrias de rações animais.

CONSUMIDOR

Os preços ao consumidor apresentaram variações nas duas direções nos últimos 12 dias. Ao mesmo tempo em que a segunda quinzena de novembro marcou a volta de ofertas abaixo dos R$ 10,00 em supermercados do Nordeste e do Sul, os tetos tiveram mínima correção em Curitiba, Minas Gerais, São Paulo, capital, e Rio de Janeiro, capital. Ainda assim, os preços mais comuns mantiveram a trajetória de pequena queda. As festas de fim de ano e as férias escolares e profissionais de boa parte dos brasileiros, que derrubam a demanda pelo grão, devem forçar mais ofertas e maior retração nos preços ao consumidor no período.

A expectativa do segmento varejista é de que a colheita normal, a oferta do Mercosul e a trajetória de inflação mínima sejam suficientes para estabelecer um patamar de preços ao consumidor entre estável e em queda também em 2018.




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comentários (7)

30/11/2017 - Antonio Paulo (Três Cachoeiras - RS)
Pois é meus amigos. Eu como industria pequena, tive que pagar o pato devido a falta de capital. Aqui a gente roda a polia e trabalha no volume, para tentar sobreviver até a Safra. Fiz menção a minha equipe no inicio de Novembro, subindo preço e negando todas as propostas que tinha a preços velhos, na esperança de que as empresas subiriam preços. ME FERREI. Não vendi e muitas industrias abasteceram o mercado e eu fiquei chupando o dedo. AGORA ESTOU COM MEU FLUXO COMPROMETIDO E PRECISANDO BAIXAR MAIS AINDA OS PREÇOS PARA CONSEGUIR VENDER, e mesmo assim, NÃO HÁ VENDA.
#abaixoasindustriasdesantacatarina
#KIKAtorradordepreço
#fiscalizaçãonogrãodentrodopacote
#fimdacobrançadeCDO
#quechegueaproximasafra
#DESESPEROTOTAL
30/11/2017 - Jose Nei Telesca Barbosa (Pelotas - RS)
Aqui em Pelotas no Black Friday do Supermercado Guanabara o pacote de 5 quilos foi vendido a 6,90! Tenho fotografias!
30/11/2017 - Nestor de Moura Jardim (Itaqui - RS)
Boa tarde parceiros do arroz.
Como trabalhar com custos e inflação crescente e sem rentabilidade. Impossível
e não precisa ser nenhum especialista em economia para chegar a esta conclusão. Por isto a safra de 2017/ 2018 será minha ultima safra. depois de 39 anos com a lavoura arrozeira estarei parando.Sem remorsos , mas dai para frente sem este prejuízo pre estabelecido e suicida.
01/12/2017 - flavio evandro (Santa Maria - RS)
Porque não paramos todos juntos por 1 ano??? Sempre tive a sensaçao que esse arroz que vem dos hermanos não daria para dois meses de consumo aqui no país e, que está ocorrendo dumping e entrando muito arroz de fora do bloco!!! O que é melhor: quebrar e perder o patrimônio vendendo a 37 com um custo de 48, ou parar??? A grande maioria que está apavorada agora tinha que ter me ouvido a 2, 3 anos e parado bem antes... Os CPRs pelo amor de Deus nao sei porque plantam ainda!!! Do jeito que vai nosso produto vai valer 32 na colheita. Me parece que o frio primaveril esta deixando muito prejuizo nas nossas lavouras e aumentando o custo com ureia e foliar!!! Nao sei... Em 2018 seguiremos bancando jogadores de futebol e recebendo um preço vil... Como é dificil o pessoal entender que só tem um caminho... parar ou reduzir 30% da area... O desespero recém tá começando!!! Antigamente os produtores tinham voz... Empilhavamos 200 bolsas de arroz na beira da estrada... uns 10 cbt... 10 forzinho... uns massey... 2 engeza e umas 3 colheitadeiras e o buchincho tava armado!!! Hoje o produtor é um mero lacaio comandado por sindicatos e politicos sem um norte... sem um rumo... só apagam incêndio!!! Tamo perdidos minha gente e essa é a maia pura realidade!!! O Cartel venceu...
01/12/2017 - kleiton machado (Pelotas - RS)
Pois é seu Antonio Paulo você se achando desesperado e agora imagina o produtor que trabalha com 3 anos abaixo do custo em cada 4 anos , que não tem pra quem repassar a alta do custo como vocês que baixam a materia prima que é a nossa , que fica fazendo negociação em cima de negociação e empurrando o problema pra frente porque não consegue pagar as despesas do ano.
Para ajudar a nossa parceira Industria nunca importou tanto arroz , mesmo com uma super safra encheram o mercado de arroz de fora, depois vem com o papo que quanto mais valer o arroz é melhor porque ganham percentualmente sobre o fardo mas agora tão preocupados porque as lavouras tão mal nascidas e muitas não nasceram por falta de umidade e foram plantadas em fim de novembro.
Mas se as lavouras estão ruins é melhor tanto para industrias como produtores porque vai ter pouco arroz e o arroz vai valer , não foi assim em 2016?
01/12/2017 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Ano que vem será a Pá de Cal....Espero que parem de plantar aqui mais de 1 milhão de Hectares de arroz...Façam igual Mato Grosso..Chegou a colher 2 milhões de Toneladas de arroz....Hoje não chega a 500 mil....Acordem...
02/12/2017 - Miguel Andre Barbosa da Silva (Barra do Ribeiro - RS)
Caríssimos. Não sei se viram a notícia de que Minas e São Paulo desoneraram a entrada de arroz paraguaio enquanto seguem taxado o produto nacional. Dois grandes estados consumidores de arroz que não o produzem. Perfeito! Comida barata pro trabalhador da indústria que, como moeda de troca nas balanças comerciais, exporta o produto industrializado pra quem nos mandou arroz. O estados industrializados mandam. Os que vivem do setor primario, que se danem. Tá na hora de barrar essas importações de arroz contaminado e desonerado enquanto nós somos proibidos de importar os mesmos agroquímicos e vemos este importante setor ser desmontado por uma política fiscal e alfandegaria LESA-PÁTRIA!

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