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06.10.2017 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados/Planeta Arroz

Preço cai abaixo do mínimo e governo vai intervir no mercado

Governo lançará PEP para balizar preços no RS acima dos R$ 34,97. Depressão Central opera abaixo disso e situação reflete no menor plantio da história para a época: 6%

imagem Quase só o cultivo do pré-germinado tem avançado na semeadura Foto: Divulgação

Ninguém esperava até dois meses atrás, mas as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul caíram tanto que ficaram abaixo do piso de R$ 34,97, à vista, determinado pela Política de Garantia de Preços Mìnimos (PGPM) do governo federal para a saca de 50 quilos (58x10) na Depressão Central gaúcha. Nesta e em outras regiões, as cotações também ficaram abaixo dos preços mínimos previstos para o grão com mais de 60% de inteiros.

A retração dos preços pagos ao produtor deflagrou o gatilho de intervenção do governo federal, que deverá anunciar na próxima quarta-feira a entrada no mercado com o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). Os valores dos prêmios devem ser definidos entre hoje e a próxima segunda-feira. Ontem, quinta-feira (5) a cadeia produtiva definiu suas sugestões de prêmio para a abertura das negociações.

A expectativa é de que o governo federal apoie a comercialização de até 350 mil toneladas, volume inferior às 500 mil toneladas consideradas necessárias pela cadeia produtiva para esterilizar o avanço da oferta do Paraguai no mercado brasileiro e o neutralizar parte do aumento da produção nacional que pressiona o mercado do Brasil. A queda nos preços gaúchos, que no mercado livre, dependendo das praças, paga de R$ 34,50 a R$ 36,00, afetou também os demais estados produtores. Santa Catarina (R$ 36,00 a R$ 37,00), Mato Grosso (R$ 40,00/60kg), Goiás (R$ 43,00/60kg) e Tocantins (R$ 48,00) também registraram a retração dos preços na última semana.

Ainda restam discutir os destinos para onde será carreado o produto negociado via PEP e os ajustes de prêmio e prazos. Se por um lado há dificuldades para viabilizar que o mecanismo contemple as exportações, por outro há o risco de empresas oportunistas aproveitarem a ferramenta e interferirem em mercados consolidados. Essa é uma das equalizações de difícil solução em pauta.

SAFRA

Sem ajuda do clima, mas também sob interferência dos baixos preços de comercialização e das dificuldades em obter custeio, os agricultores gaúchos estão muito atrasados com o plantio em relação ao melhor período de semeadura nesta temporada. Enquanto a Emater/RS apura que apenas 2% da área projetada em 1,08 milhão de hectares está cultivada, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apurou 6% da área de intenção de plantio (1,078 milhão/ha), ou cerca de 63 mil hectares, o que consolida a mais atrasada da década. No ano passado, na mesma época, 36% da lavoura – perto de 400 mil hectares – estavam semeados. Em 2014/15, na época que mais houve atraso, já eram 10,7% e por causa das condições climáticas.

A previsão de chuvas a partir de hoje, sexta-feira (6/10) só piora a expectativa. Na maior parte das regiões, a melhor época de semear fica entre o final de setembro e meados (dia 20) de outubro. Extraoficialmente, a expectativa é de que a área gaúcha fique em torno de 1,05 milhão de hectares. O avanço vem sendo notado em áreas de cultivo pré-germinado no Litoral Norte e Depressão Central, ou com boa capacidade de drenagem na Fronteira Oeste, Zona Sul e Campanha.

Preocupa os produtores a expectativa de aumento dos custos com valorização dos combustíveis e da energia elétrica.

INDICADOR

Depois de cair 5,23% em setembro, para R$ 36,42 (US$ 11,50), o Indicador de Preços do Arroz em Casca no Rio Grande do Sul Esalq-Senar/RS arrancou o mês de outubro no mesmo ritmo e apenas nos quatro primeiros dias úteis (até quinta-feira, 5) acumulou queda de 1,21%. As cotações baixaram até R$ 35,98, o que pelo câmbio do dia equivale a US$ 11,41. Em reais, e em valores nominais, é a menor cotação desde agosto de 2015. Em dólar, porém, há uma semana o valor foi menor, em US$ 11,39.

A força do dólar em todo o mundo se estendeu ao Brasil nesta quinta-feira, o que levou a moeda a quebrar uma sequência de cinco quedas. No fechamento, o dólar comercial subiu 0,68%, a R$ 3,1537. É a maior valorização desde 27 de setembro (0,88%), um dia antes do início da série de baixas na qual a cotação acumulou perdas de 1,92%. Nesse período, o real teve o melhor desempenho numa lista de 10 divisas emergentes.

MUNDO

No mundo, a FAO indica que em setembro os preços médios do arroz aromático subiram, 2,7%, pelo 26º mês consecutivo por maior demanda do Basmati na Índia e do Hom Mali tailandês. O índica de qualidade superior também valorizou 1% em razão da queda na oferta, principalmente pela redução da safra nos Estados Unidos, que afetou ainda o grão longo. Já o índica de baixa qualidade teve retração de -1,4% nas cotações pela oferta ainda forte na Ásia. Já o japônica manteve-se com preços estáveis.

MERCOSUL

No Mercosul o plantio já avança, com destaque para o Paraguay que deve registrar um aumento de área entre 5% e 8%. Ações governamentais que estão garantindo o crédito para pequenos produtores, a estruturação de um grande grupo empresarial com capital brasileiro e, principalmente, a boa comercialização com o Brasil nesta temporada geraram euforia do lado guarani e a expectativa de que os preços, em dólar, se mantenham no Brasil na próxima temporada na faixa de 11,50 a 13 dólares (equivalência 50 quilos, em casca). As variedades cultivadas são as mesmas do Brasil e Argentina. O avanço da área tenta compensar as dificuldades de ganho em produtividade, uma vez que a região produtora tem interferência do clima semi-tropical.

Há 15 dias foi inaugurada a maior indústria de arroz do Paraguai, resultado de uma fusão de dois grupos. Com isso supera o investimento anterior – agora do mesmo grupo – inaugurado em março. Desta maneira, o Paraguai tem as duas mais modernas instalações industriais do Mercosul voltadas para o arroz.

No Uruguai a expectativa é de que seja concretizada a menor área plantada do século, em torno de 152 mil hectares. Os custos de produção e a perda de mercados, em especial o brasileiro, vem afetando o ânimo dos uruguaios. Na Argentina a situação é ainda mais grave. Mais distante dos grandes centros consumidores brasileiros e com custo ainda maior, há dificuldade de colocação do arroz e, principalmente, de competir com os preços do Paraguai, do Uruguai e do próprio Brasil. A área deve ser reduzida para pouco mais de 200 mil hectares.

Apesar de precisar reduzir os preços um pouco mais em dólar na reta final dos estoques, o Paraguai mantém seu fluxo de vendas ao Brasil. Cogita-se que tenha pouco mais de 120 mil toneladas disponíveis para exportação, o que poderia ser um alento para os agricultores brasileiros na espera da recuperação de preços internos, porém a colheita paraguaia deve começar em 10 de dezembro.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre - agora com filial em Santa Maria - indica preços médios de R$ 36,00 por saca no Estado esta semana. O produto em sacas de 60 quilos, branco, tipo 1,é comercializado na faixa de R$ 76,00. Os derivados mantiveram as cotações: R$ 50,00 o saco de canjicão (60kg), R$ 43,00 a quirera e R$ 360,00 a o farelo de arroz colocado em Arroio do Meio (RS).

PREÇOS

Os preços brasileiros estão impactados por cinco fatores básicos, mas principalmente a maior oferta provocada por uma safra em recuperação e as importações contínuas do Mercosul (em especial do Paraguai. Por outro lado, o câmbio e os preços internos não favoreceram as exportações. A 12 dólares, o arroz é remunerador nos países concorrentes, mas o quarto fator de impacto no Brasil, o custo de produção da última safra, estabeleceu uma referência mais alta para a rentabilidade do rizicultor nacional e a necessidade de prorrogar pagamentos.

Sem exportar, importando, com o consumo estabilizado, sobrou o quinto fator para determinar a penúria dos agricultores: o endividamento e a falta de acesso ao crédito, que desembocaram no atraso da safra – também por questões climáticas. Os custos de produção podem ter leve retração em algumas áreas, como insumos importados nesta temporada, mas custo do dinheiro, do passivo, do combustíveis e da energia elétrica devem compensar – negativamente – essa ligeira melhora.

CONSUMIDOR

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou esta semana a sua Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, e indicou queda em todas as capitais brasileiras, exceto Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde o valor subiu 1,17%. As quedas mais expressivas aconteceram nas capitais do Nordeste, a começar por Maceió (-5,22%). Porto Alegre continua sendo a capital mais cara do Brasil, com a cesta básica avaliada em R$ 436,68, sendo seguida por São Paulo e Florianópolis. A cesta básica mais barata está em Salvador, R$ 318,52. Ou seja, os mesmos produtos valem quase 120 reais a menos.

O arroz não esteve entre os produtos que mais perderam valor em setembro para o consumidor, posto ocupado pela batata, o feijão, o tomate, o açúcar e o café em pó e a farinha de mandioca. Ainda assim, o arroz agulhinha ficou 2,01% mais barato em São Paulo. Em Porto Alegre, 0,74%.

Em 12 meses, a taxa acumulada negativa nos preços ao consumidor do arroz chega a 8,18% na capital paulista. Em Cuiabá, no Mato Grosso, o arroz ficou 25,7% mais barato, enquanto em Brasília (DF) 13,92% e em Vitória (ES), 19,46%. Em Porto Alegre (RS) o arroz barateou 7,43% nas gôndolas dos supermercados, enquanto o menor índice está em Florianópolis (SC): - 4,46%. No Nordeste a variação média negativa ficou em torno de 7%, segundo o Dieese.

 




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comentários (7)

06/10/2017 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Arroz valendo o mesmo preço de 1 Kg de Sal....VERGONHA.....
06/10/2017 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
**Promoção...Compre 1 Kg de Sal e Pelo mesmo preço leve 1 Kg de Arroz...Pronto..Seu Almoço esta garantido**...Tragédia Anunciada..
06/10/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
E dai Deputado defensor do aumento de área no Mercosul!!! Obrigado pela mão... Nem perca seu tempo se candidatando a Governador... Lá na fronteira-oeste o pessoal não consegue plantar. Não para de chover... Podem reduzir previsão de safra... O arroz não está 60 pila porque o governo abriu as porteiras pro Paraguay... Tem que elevar a TEC... É só o dolar reagir 50 centavos e os galo garnizé começam a abrir o bico. Não sei como tem gente que vende arroz pros corvos!!! Soja na várzea pessoa...
07/10/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
5 kg de arroz de marca famosa de São Borja a R$ 18,98 no Nacional aqui de Santa Maria. 50 kg de casca = 30 kg descascado fora o farelo e outros residuais... 6 x R$ 18,98 = R$ 118,38. Tão pagando R$ 34 pro produtor e o arroz chega 4 x mais caro ao consumidor... E não tô falando nem dos 28 pila que pagam no Paraguay... Esses absurdos o governo não enxerga, mas se o arroz chega perto dos R$ 45 já logo vão dando jeito de favorecer as importações... Não existe politica de proteção efetiva para nossa agricultura como tem nos EUA e europa!!! A lei da oferta e da procura só funciona em economia aonde tem concorrência perfeita... Aqui não tem isso... Ou preços disparam ou caem juntos!!! Ou se paga 45 ou 35!!! Se tivesse alguma industria pagando 40 lá na fronteira eu ate concordaria que existe concorrência... é impossível que todas estejam abastecidas ao mesmo tempo... soja neles!!!
08/10/2017 - Edereson Diehl ( - AC)
Já que tem arroz sobrando no mercosul, planta-se soja qdo o tempo deixar, já que vai ficar tarde para plantar arroz .
09/10/2017 - Alexandre Dutra (Bagé - RS)
Engraçado, o Sr. Flavio não consegue botar preço no seu produto, agora quer botar preço no produto dos outros. Deixa o de cara de São Borja vender a R$ 200,00 o fardo, assim eu consigo aumentar o meu preço na gôndula também. Mas que mania que o povo tem de achar que o jardim dos outros é sempre o mais florido, não sabe o trabalho e investimento em marca que o cara fez para poder vender a esse preço. É esse trabalho que tá faltando para maioria dos produtores, que só reclama de preço mas não se mobiliza para mudar. Olho vivo pessoal.
09/10/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
A lambarizada quer comer as migalha do pão... Eis o desespero... Tem muito arroz no mercado... O produtor é sacrificado... Agora vocês começam a entender a lógica da indústria e do varejo!!! Metam soja na várzea pelo menos não dá tanto prejuízo !!! A mamata vai acabar pros corvo !!!

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