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15.02.2017 | ANáLISE DE MERCADO DE ARROZ - por Cleiton Evandro dos Santos - AgroDados - Planeta Arroz

Mercado começa a ceder frente à pressão de colheita

Semana é divisor de águas para o mercado do Sul do Brasil, com a Abertura da Safra. Entrar a colheita com preços próximos de R$ 50,00 é um fator positivo

imagem Cotações mais altas no início da safra ajudam a estancar uma queda maior nos preços Foto: Robispierre Giuliani

Demorou mais do que o esperado, mas as referências de preços no mercado de arroz do Sul do Brasil começaram a ceder paulatinamente e encerraram a primeira quinzena de fevereiro abaixo dos R$ 49,00. As incertezas quanto à produtividade a ser alcançada na safra gaúcha, o atraso na germinação em regiões importantes – e do plantio na Depressão Central -, além dos baixos estoques de passagem e a pequena disponibilidade de grão ainda na mão dos produtores determinou um cenário bastante ajustado e o alongamento do prazo com o grão valorizado.

Começar a colheita, que ainda não alcança 10% da área, com preços próximos de R$ 50,00 é um fator positivo, pois pode indicar que as cotações não cairão tanto nesta temporada. Ainda que a Conab tenha ampliado em 500 mil toneladas a sua previsão de safra nos dois últimos levantamentos. Quando o patamar de queda é menor, a recuperação de preços a partir do segundo semestre tende a ser mais rápida e ultrapassar o teto anterior.

Esta semana também houve uma boa notícia para as exportações. Apesar de fechar janeiro com déficit na balança comercial do cereal, o Brasil conseguiu exportar 80 mil toneladas, o que é pouco perto das 120 mil toneladas importadas. Mas, o déficit de 40 mil é pequeno perto do que poderia ocorrer em função da baixa competitividade do grão brasileiro no mercado internacional. Ainda que com dificuldades, o Brasil consegue manter o fluxo de embarques e enxugar o risco de um avanço nos estoques, o que mantém o mercado interno com equilíbrio de preços ao produtor.

O indicador Esalq/Senar – RS alcançou a referência de R$ 48,99 para a saca de arroz de 50 quilos (58x10) à vista, colocada na indústria, nesta terça-feira, dia 14, acumulando queda de 1,3% na primeira quinzena de fevereiro. Em dólar, a saca também perdeu preço, para US$ 15,82, apesar do comportamento do câmbio. A expectativa é de que a queda se acentue na medida em que a safra avançar e aumentar a pressão de oferta.

Há uma evidente demanda das indústrias de fora do Rio Grande do Sul, que estão prospectando aquisições e aceitando pagar até 50 centavos acima da média oferecida pelas empresas gaúchas, dentre as quais muitas estão fora do mercado, abastecidas, esperando o aumento da oferta e a retração de preços para entrarem comprando e formando estoques. No mercado livre, os preços médios ao arrozeiro ficam entre R$ 48,00 e R$ 48,70.

Nesta quinta-feira, dia 17, começa em Cachoeirinha (RS) a Abertura Oficial da Colheita do Arroz . A expectativa é de que a partir do evento o mercado tenha maior clareza com as informações da política setorial e os debates que lá serão realizados. Números mais próximos da safra deverão ser divulgados, bem como devem ser consolidados os mecanismos de comercialização.

No mercado internacional, janeiro marcou queda de preços na Tailândia e no Vietnã, ainda disputando mercados e baixando preços, enquanto houve alta na Índia e no Paquistão por causa da demanda maior do Oriente Médio por arroz basmati e outros aromáticos.

MERCADO

 

A Corretora Mercado de Porto Alegre indica preços estáveis no Rio Grande do Sul, com a saca de arroz em casca (50kg, 58x10) cotada a R$ 49,00 à vista, e a saca de 60 quilos do cereal beneficiado (branco, Tipo 1, sem ICMS, alcança R$ 98,00, estável. Entre os subprodutos e derivados, o canjicão mantém cotação linear de R$ 48,00 e a quirera fica em R$ 47,00, ambos em sacas de 60 quilos. A tonelada de farelo de arroz, colocada em Arroio do Meio (RS), é cotada a R$ 540,00.




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comentários (4)

15/02/2017 - Inácio Chagas (Bento Gonçalves - RS)
Só não vê quem não está no campo, os arrendatários estão envelhecendo e os filhos cansados de ver desgraças não continuam. Grandes proprietários com barragens imensas e os filhos plantando soja.
16/02/2017 - Edereson Diehl ( - AC)
E isto é uma realidade crescente aqui no RS, talvez no tanto em SC , o que explicaria os precos mais baixos do arroz por lá, mas aqui no RS onde o arroz está acima dos R$50,00 isto indica que a SOJA está liderando. E onde tiver barragem, melhor ainda, pois o ano de seca da-se um banho na soja e ja supera a produção em relação as áreas secas. Hoje já existem variedades que suportam inundação podendo chegar a cem sacas por hectare.
16/02/2017 - Edereson Diehl ( - AC)
Este ano a soja na varzea baixa foi frustada pelas enchentes, mas pro proximo periodo se o clima se ajustar, provavelmente teremos um grande aumento de soja na varzea, pra limpar as terras incadas de capim, onde no arroz não existe herbicidas efecientes e baratos, hoje só o hebicida já representa um custo quase de 50% na cultura do arroz.
17/02/2017 - NELSON ZATTA (Turvo - SC)
Na verdade todos estamos envelhecendo. Na minha opinião desgraças pode ter acontecido por problemas climáticos, por isso filhos de agricultores que levaram a serio a produção vao continuar na produção. So esta se dando mal quem desvia das atividades.

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