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10.10.2015 | MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos - Agro/Dados - PLANETA ARROZ

Dólar em queda favorece importações do Paraguai

Queda dos patamares do dólar pode ampliar o fluxo de importação do país vizinho, que buscava destino para 400 mil toneladas sem saída nesta temporada

O indicador Cepea-Esalq/Senar-RS, bateu sexta-feira (9/10) na casa dos R$ 40,32 por saca em casca no Rio Grande do Sul. A alta cumulativa no mês é de 1,03% (trajetória bem mais lenta do que a média de setembro). A moeda americana fechou em R$ 3,75, o patamar mais baixo há um mês. Com isso, uma saca de arroz no Rio Grande do Sul passou a valer o equivalente a US$ 10,75. Ou seja, o movimento de alta de preços no mercado interno e de retração das cotações da moeda dos Estados Unidos, gerou alta de mais de US$ 1,00 em duas semanas apenas por saca.

Por este valor, as importações do Paraguai começam a se tornar mais viáveis (segundo relato da imprensa daquele país, 400 mil toneladas de arroz em casca "micaram" até outubro, esperando o mercado brasileiro.) US$ 11,00 é o patamar que desejam os exportadores paraguaios, mas há negócios por 10 dólares já registrados desde agosto, mesmo que em pequenos volumes.

A 11 dólares, abre-se a porteira. Mesmo que longe dos 14, 15 dólares alcançados na temporada passada, pode ser esse referencial a garantia de escoamento da produção paraguaia.

Ontem falei com um dirigente paraguaio que expôs sua preocupação com a busca de novos mercados, mas também se disse aliviado pela retomada da alta dos preços - em dólar - no mercado brasileiro e uma trajetória de "despoliticalização" do câmbio no Brasil. Isto é, a redução do impacto da crise política sobre a crise econômica.

Me disse também que o Paraguai deve aumentar sua área em até 5%, apesar das dificuldades em exportar, novamente em 2015/16. Segundo ele, mesmo com o susto do mercado brasileiro em baixa no primeiro semestre do ano safra, foi montada uma estrutura de cadeia, da lavoura à indústria e ao transporte, e não há como recuar, no máximo atrasar parcialmente, o avanço da cultura naquele país. Essencial, conta, é encontrar mais mercados e não seguir dependente do Brasil.

A Argentina, também pressionada pelos estoques remanescentes, acompanha com interesse o movimento. A partir dos 12 dólares (ou US$ 1,25 a mais do que a cotação atual) já começa a interessar-se por exportar para o Brasil. Coisa de R$ 5,00 hoje.

O que não quer dizer que o arroz precise pular para R$ 45,00 a R$ 46,00 para viabilizar as importações. Se o dólar mantiver a trajetória de queda de quase 30 centavos dos últimos dias, e o arroz valorizando 1% por semana, até o final do mês já estarão viabilizadas compras mais expressivas no Mercosul. O que pode frear a evolução dos preços internamente.

Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras começam a perder margem de competitividade.

Isso quer dizer que a frase: o céu é o limite para os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, que chegou a ser usada dia desses no fórum de discussão da cadeia produtiva mantido pela revista Planeta Arroz, está bem longe da realidade. Mas, o velho bordão que diz que o mercado se ajusta, esse segue valendo. E cobrando seu preço.

Aliás, como qualquer pessoa que acompanhe o mercado e o seu histórico com a devida seriedade já previa.

A distância entre piso e teto de preços se alongou no segundo semestre por conta de uma desvalorização maior da moeda brasileira por causa da crise política, a partir de inúmeros escândalos de corrupção nos três poderes, especialmente Legislativo e Executivo e a insegurança com relação ao futuro econômico e político do País.

A crise política já não está conseguindo manter o fôlego constante da especulação (seja de investidores estrangeiros ou dos preços na cadeia produtiva). Em algum momento o dólar tende a voltar para seu patamar real, em consonância com a desvalorização das demais moedas, hoje estimado entre R$ 3,00 e R$ 3,25 por diversos economistas.

Dito isso, convém reforçar que o mercado de arroz no Brasil, neste momento, tem mais incertezas do que certezas.

REAÇÃO DO VAREJO

Uma das certezas é de que a partir da próxima semana o mercado do cereal beneficiado estará mais pressionado. Em tese, é quando o impacto daqueles 10% de alta em setembro deve chegar - ainda que parcialmente - na gôndola. Ou pelo menos, quando a indústria vai espernear - e muito - para repassar o seu custo.

Por hora, o varejo não vem reagindo bem e segura o que pode para aceitar qualquer repasse. E segue barganhando, pressionando e até buscando outros fornecedores, principalmente quando a negociação é com indústrias de pequeno ou médio porte.

Repassado, ao menos em parte, este aumento do casca, o arroz voltará a ser vilão da inflação nas manchetes já em novembro. Um efeito cascata que conhecemos historicamente.

A diferença é que desta vez, o governo federal pouco pode fazer, pois seu estoque estratégico não passa de 125 mil toneladas. Para uma intervenção cirúrgica no mercado, não disporia de mais de 50 toneladas, sob pena de por em risco a segurança alimentar do país. Até por conta dos efeitos devastadores que o El Niño está apresentando sobre a cultura do arroz no Rio Grande do Sul (com 15% da área cultivada) e em Santa Catarina (com 24% da área cultivada).

Tudo isso promete uma quinzena final de outubro preocupante para a cadeia produtiva. E a necessidade de observar um horizonte de mercado que já não é o mesmo do final de setembro.




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comentários (34)

11/10/2015 - Éverci Perez Lobato (Pelotas - RS)
Boa tarde.
É uma ótima oportunidade de compra para a indústria e varejo.
Também para o" parceiro" Paraguai esvaziar seu estoque.
O produtor de arroz tem que ter consciência que está está pagando o preço por ser eficiente e, mesmo em crise, aumentar cerca de 90 mil ton/ano desde 2010 a produção.
Ouvi de um agricultor experiente (80 anos) que toda a vez que um alimento está barato na compra o consumidor final esta comendo junto com o alimento o patrimônio do agricultor.
Cabe a cada um de nós agricultores sabermos onde estamos dentro de todo o processo da cadeia produtiva.
Sendo o elo mais fraco temos que ter sapiência para definir a hora de parar de aumentar produção para não ficarmos permanentemente INTEGRADOS ( sem opção de saída).
A lei que comanda e define o poder de força na comercialização é a de oferta e procura.
Está muito mais na nossa decisão e posicionamento definir o quanto ou o que plantar do que de qualquer outro agente produtivo.
Ano de El Niño é ano de reorganizar a casa e fazer pouco muito bem feito e agora, com soja e gado, temos capacidade técnica e mercado para sair da MONORENDA que o arroz nos impõe (não fazemos monocultura somos refém dela).
O RS não deixará de ser o grande produtor de arroz e de qualidade que é.
O clima e o relevo nos são favoráveis se não o fossem não seria o arroz uma cultura cecular de sucesso no nosso território.
Acredito que a grande indústria sabe que está colocando em xeque a manutenção do fornecimento de sua matéria prima e certamente pagará o minimo para manter o seu agricultor fornecedor.
Outra pérola deste meu mentor idoso é que:
...O governo passa a produção de arroz não...
Acordos governamentais mudam conforme quem está no poder, nada é para sempre.
Meu avô era considerado incompetente por não plantar a várzea: o meu pai era considerado empreendedor por utilizar o pró-várzea e eu considerado marginar por plantar na várzea...
Isto não exemplifica bem que governos são passageiros?
Temos o melhor arroz em qualidade e em produção e temos possibilidade de diversificação. Temos é que nos posicionar e controlar a demanda.
Fácil falar não é mesmo....
Bons Negócios.
.
11/10/2015 - Diego Silva (pelotas - RS)
Indústria do RS pagar frete do Paraguai por arroz pra parbolizado fica quanto ? Exportações seguem a 45, muito abaixo dos mais de u$15.00 que exportamos ano passado, só não sei porque o Paraguai quer mandar arroz pra cá, deve ser por que vem junto outras coisas ...
Este movimento de forçar baixa começa a ser desesperador pelo lado do cartel que não está encontrando arroz baratinho e o arroz que acha está na mão do produtor capitalizado que está exportando, não vai colar o el niño está aí como todo mundo previa e como todo mundo sabe ano de el niño o que acontece com o preço do arroz ...
SOJA NA VÁRZEA NELES
EXPORTAÇÕES NELES !!!
11/10/2015 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Agora entra o arroz Paraguaio..Eles não tem saida, a U$$ 10,00 ou U$$ 12,00 Eles tem que desovar aqui no Brasil...Vamos ver agora como o Mercado interno se comporta...
11/10/2015 - Edereson Diehl ( - AC)
Embora o dolar tenha baixado , não está tão favor'vel pra importacao. E com el nino muitos q plantaram já estão tendo problemas, o q conseguir plantar daqui pra frente já terá passado da epoca ideal, porque as chuvas continuam nos proximos dias. No Uruguai informaram q já plantaram 80%, pelo q sei seria melhor dizer 30%, tem muitos lá já preocupados porque o prazo é fim de outubro ou no máximo dez de novembro. EXPORTACAO É A SOLUCÃO NELES.SDS.
12/10/2015 - Sandro H (Uruguaiana - RS)
ESSE ESPAÇO ESTA PRECISANDO DE ESTRICNINA para esses ratos da industria , acham que devemos sobreviver anos e anos ganhando a mesma coisa ,se querem respeito , comecem a respeitar o produtor
12/10/2015 - Elton Machado (Pelotas - RS)
Fico realmente abismado quando escuto terrorismo desse tipo, nós não estamos mais na idade da pedra, hoje temos informações disponíveis em qualquer lugar, CHEGA !!! o produtor esta mudando, não é mais tão fácil engana-lo como era antigamente. Falta sim é experiência comercial para tratar com os bem treinados compradores e comercializar melhor o seu produto.
Mas, voltando, basta ver os números: nós consumíamos, aproximadamente, 12.200.000 T/ ano, digo "consumíamos", por que com essa crise tenham certeza a "bóia é em casa" com isso o consumo desse alimento, que tem no Brasil o menor valor/kg do MUNDO, aumentou consideravelmente. Os melhores números de importação do Paraguai ficaram em torno de 280.000 T, agora vejam, o arroz naquele país tem o custo em torno de $ 12,00, ou seja, R$ 45,00 mais custas de importação, frete, etc...Mesmo que resolvam pagar mais pelo produto Paraguaio como MEDIDA ESTRATÉGICA COMERCIAL para segurar preços, a QUANTIDADE IMPORTADA SUPRIRIA NOSSA NECESSIDADE POR APENAS 9 DIAS.Chega desse papo furado, vamos nos preocupar com a próxima safra que esta prometendo ser bastante frustrante, por aqui não dá condições de plantar, vejam a própria conab divulgou quebra da produção 2015/16 é por que o bicho vai pegar. Arroz novo no RGS somente para Abril e Maio de 2016. O pavor está pegando.... o estoque físico não bate mais com o fiscal !!!! a brecha é muito grande, muito maior do que se pensa. Seria interessante os Bancos entrarem fiscalizando a quantidade de arroz em garantia que está em silos, armazéns e principalmente na indústria, não é difícil, é só querer, na minha região são "1/2 dúzia". Isso mais cedo ou mais tarde vai estourar. Hoje estamos vendendo arroz a valores que deveriam ser praticados em Maio, Junho só não foi por que as maiores indústrias se aproveitaram de que o governo não lançou o pré custeio e enforcou, mais uma vez, o produtor. Essas mesmas indústrias registraram margens de resultados acima dos 30%, índice esse raras vezes registrados e sempre em cima do prejuízo do produtor que depois o governo "ameniza" renegociando a dívida por 10 anos, em outras palavras, obrigando o produtor a plantar por 10 anos. Outro fator é o dinheiro disponível, esse vai apertar mais, dentro desse ano e pior para 2016. É muito perigoso mesmo para indústria emprestar dinheiro de forma a garantir a entrega do produto na safra, nesse momento entra o discurso "tenho muita oferta, não estou comprando", ora sabe-se que essa agiotagem é paga com nota fiscal de venda, daí a "grande oferta" isso é pura estratégia comercial (tenho certeza que muitos já entenderam isso), porém nesse momento o produtor terá de escolher entre pagar o banco, os fornecedores de insumos ou a indústria que historicamente o engole na primeira oportunidade, como aconteceu este ano, isso ainda está bem vivo na memória de todos.
12/10/2015 - Elton Machado (Pelotas - RS)
...ha só mais um lembrete, não podemos esquecer que estamos no final do ano e que o estoque do Paraguai não deve ser superior a 80 mT, ou seja, 2 dias de consumo Brasileiro...Abç.
12/10/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Pois bem... Agora vocês entendem meus amigos porque eu sempre falei que a indústria, bancos, governo, varejo e o resto não são parceiros ou amigos dos produtores... Quantos anos eu bati nessa tecla aqui... Quanta paulada eu recebi como resposta... Se eles tem margem até R$ 47, mas seguem pagando R$ 37 (livres com o desconto da tabela orelhana) é porque querem continuar lucrando as nossas costas... Não se esqueçam que temos securitização (31/10) e EGFs em 15/11 e 15/12... Se o estoque físico existir realmente... Ou seja, se não for arroz papel, os preços podem estagnar nesses R$ 41,50 nominais... Mas se houver falta de produto os preços vão seguir subindo... A safra do ano que vem já está comprometida... Esses 20% que plantaram vão ter que replantar quase tudo... Essas 400.000 toneladas do Paraguay não fazem nem cócegas no dedão mindinho... O problema são as dívidas que falei acima (securitização e PESA)... Quem tem arroz em casa vai ter que ofertar... Dai vai dar tranqueira... Agora é que tinhamos que exportar cada vez mais... Mas nada de novos mercados... É nessa hora que me pergunto: - Onde estão os novos mercados prometidos? Onde está o nosso terminal exportador? Muito se fala e pouco se faz???... É por isso que os produtores as vezes se revoltam contra quem os representa... Pouca efetividade... Tinhamos que estar embarcando 300.000 toneladas para fora todo os mês... Melhorou uns pila o arroz e todos se aquietam... Chega o maio e dai é aquela gritaria... Acordem pessoal... Não vão deixar o arroz disparar... Caiu o céu prá baixo... Levou todas as lavouras campo a fora... Mas a indústria segue manipulando tudo... E quem vai nos defender nessa hora? o Chapolin Colorado? O preço do arroz já tinha que esta R$ 45... O custo já passou isso a tempos... E ainda ficam inventando terrorismo besta prá assustar o produtor... Não sei como não vieram com notícias de leilão... Não acreditem pessoal... Arroz do Paraguay não dá prá nada... O arroz prá cubrir securitização e EGFs esse sim me preocupa... Esse pode empatar o mercado... Mas se estivessemos exportando o que deveriamos nem isso me preocuparia... Cadê o mercado do México, da Nigéria... Tudo fica só em notícia... Cadê a efetividade???
12/10/2015 - ricardo silveira gomes (Camaquã - RS)
Sr. Flávio vou concordar e discordar da sua fala,com todo o respeito. Concordo plenamente quando o Sr. coloca que o produtor luta sozinho frente a muitos interesses. Um exemplo está aí, na matéria acima. Em 2014 importamos alguma coisa como 430.000 ton do Paraguai, esse ano já ingressou mais de 235.000 ton, então o que falta entrar seria em torno de 200.000 a 300.000 ton, alguma coisa que representa menos de 10 dias de consumo. Em quantidades físicas isso de maneira alguma pode ter influencia no mercado brasileiro, sem contar o risco cambial!!!!! Quem sabe o dólar de amanhã???? Ninguém!!!! São tantas as variáveis que fica difícil alguém prever. Tem mais um fator que não está sendo observado na matéria, a indústria do RS e de SC não tem logística para trazer arroz do Paraguai para beneficiar nos seus parques industriais, vão ter sim de comprar arroz do produtor. E quem importa arroz do Paraguai, vai apostar contra um mercado que apresenta tendencias de alta??? Não!!!! Esse vai ganhar o seu dinheirinho porque também é filho de Deus!!! Pesa e Securitização não representam valores significativos, tivemos as parcelas de setembro, e a de outubro que vence semana que vem e nesse período o arroz subiu perto de 15%!!!! Mas temos os egfs de novembro e dezembro, nisso eu concordo, mas esses estão já sendo negociados, aqui na região principalmente, com as empresas que precisam de prazo nas suas aquisições e a preços acima desse mercado nominal, sem frete e sem descontos. E quais são as outras influencias no mercado??? Arroz americano a Us$ 297 a tonelada, sim arroz em casca sim, para entrega em novembro. Isso equivale, com dólar de 3,80 a mais de 56 reais o saco!!!!! E o El Ninõ, bom esse cada produtor do estado sabe o que significa. E mais, cada produtor de arroz do mundo sabe o que significa. Significa preços internacionais bem acima dos preços normais!!!!!!! Então o mercado tá bem obrigado, é só seguir vendendo sem grandes ofertas e as coisas vão se acomodando pelo menos para aqueles que tem produto para vender!!!!! Agora não posso concordar com a sua má vontade com as entidades, eu acompanho as notícias e a luta que esse pessoal enfrenta. Não é fácil!!!! Sem recursos, lutando contra tudo, temos pelo menos de reconhecer!!!!! Esse assunto do México, tem sido uma batalha!!!!! São interesses americanos sendo enfrentados, eles quebraram a lavoura mexicana de arroz, vc pensa que agora vão nos entregar o mercado de forma fácil????? Também tem o interesse do governo brasileiro que não quer arroz a preços altos, se tivessem estoques já estariam vendendo, então não é uma luta qualquer. Mas as entidades seguem insistindo, e há se não fossem elas!!!!! Tá lá na Nigéria o diretor comercial do Irga tentando um acordo pra colocar arroz!!!! Por iniciativa do Irga!!!!! Vê se tem algum auxílio do governo federal???? Esse quer fazer política com arroz barato. A dois dias a Dilma esteve na Colômbia, colocou automóvel na pauta de redução tributária. Porque não botou arroz, solicitação frequente das entidades, até da indústria!!!! Por que não quis!!!!!!!! O terminal portuário, esse tem sido pauta constante das entidades, assisti uma palestra agora aqui na expo-feira de Camaquã em que mais uma vez esse assunto foi apresentado como demanda e com atitude posta pelas entidades, Irga, Farsul e Federarroz que tem em conjunto um grupo que trabalha constantemente nisso!!!!!! Mas vcs sabem que um tombador comprado ainda quando do governo Ieda, pelo secretário da época, atual prefeito de Camaquã, ainda até hoje não tem condições de operar????? Esses são os nossos governos com quem as entidades tem de lutar!!!!!!!
12/10/2015 - ricardo silveira gomes (Camaquã - RS)
Em Tempo: Quando defendo as entidades não sou um defensor cego daqueles que estão a sua frente!!!! Defendo as entidades!!!! Internamente podemos discutir individualmente as suas ações, temos de participar, mas em público temos de apoiá-las!!!!!! Elas são a nossa força. Não gosta das suas diretorias, participe se apresente, concorra!!!!!
12/10/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Srs. Industriais e Srs. calculadores e projecionistas de área plantada. Leiam a matéria do link abaixo. São os produtores quem estão falando. Não os representantes comerciais e nem os industriais.

http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/economia-politica/noticia/2015/10/area-cultivada-do-soja-deve-aumentar-em-5-na-regiao-4875655.html
13/10/2015 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Muito bem Ricardo! Parabéns pelos teus textos! Principalmente do último post.
Ficar só dando uma de franco atirador não leva a lugar algum!!
13/10/2015 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Parabéns Ricardo pelas opiniões expressadas. Principalmente às do teu último post É muito cômodo ficar somente dando uma de franco atirador.
13/10/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Sr. Ricardo, na fronteira-oeste tem muito produtor-engenho... aquele que sempre falei... que as vezes é indústria... e as vezes é só produtor... Pois bem... Esse pessoal tem o seu arroz guardado em casa... Além disso tem muitos produtores pessoa física que ainda tem arroz no pátio... Esse arroz não chegou na indústria ainda... Tá guardadinho... É nesse arroz que eles tão de olho... Talvez represente 20% do que foi colhido, mas existe e tá na mão do produtor... Com esse arroz a indústria chega até a próxima colheita... Mas se esse arroz fosse embora do país... Ah bueno quanta felicidade!!! Mas não vai porque novos mercado não se abrem... Porque não temos um Porto tipo o de Muriel sabe... Não sou totalmente contra as entidades que nos representam volta e meia anunciam coisas boas... Mas muitas ficam só no anuncio... Não se efetivam... Enquanto isso nossa tecnologia é "dada" a parceiros comerciais que só atrapalham nosso mercado interno... Mas não se estressemo por pouca coisa... Esse ano o pessoal vai meter soja nas varzeas porque arroz não dá mais e ano que vem vai ter escassez de arroz... Dai não vamos precisar de porto, de ter que chorar por isenção de taxa de importação, de ter que dar tecnologia em troca de exportação... Ano que vem teremos demanda justa... Finalmente o pessoal está entendendo... E viva a nova política...
13/10/2015 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Faz uns 5 anos ou mais que comento aqui, e sempre é a mesma conversa....Arroz este ano vai subir muito...Governo não tem estoque, arroz vai a R$ 50,00...Arroz do Governo e Ruim de leilão, arroz vai as nuvens.....REALIDADE...Arroz na Safra R$ 30,00 á 35,00 o saco..Arroz na Entre safra R$ 38,00 a 42,00....OU ESTOU ERRADO ??? Então chego a conclusão que aqui so tem Mãe Diná...Especula 10 e acerta 1.....VAMOS TRABALHAR QUE É BOM E O ESTADO PRECISA....
13/10/2015 - kleiton lima (pelotas - RS)
Seu Antonio , como o senhor disse faz uns 5 anos que o arroz se comporta assim , mas não com o dólar a R$ 4,00 hoje se exporta a R$ 45,00 no porto de Rio Grande , faz uns 5 anos que a Industria vem com o mesmo papo que tem arroz de sobra e que não sobe no segundo semestre e todos os anos pedem leilão da CONAB ( esse ano não existe estoque) . Então quem quer dar uma de mãe Diná aqui é o senhor , sempre com seus comentários terroristas como o que vai vir arroz do Paraguai que o senhor postou nesse tópico , o que eu aconselho é que o senhor vá trabalhar que o Estado precisa pois de especuladores já estamos cheios.
13/10/2015 - Diego Silva (pelotas - RS)
Só gostaria que fizessem uma nova reportagem agora, Dólar em alta favorece exportações !!!
Dólar volta a 3,90 hoje foi a maior alta em um único dia nos últimos 4 anos, por favor vamos ser imparciais, primeira decidinha do dólar e já veio um monte de teoria furada, dólar vai ser 4 não adianta, e u$15,00 preço do arroz dá pra exportar, já exportamos a mais que isso, onde estão os analistas agora ?
SOJA NA VÁRZEA NELES!!!
Dólar alto e exportações neles !!!!
13/10/2015 - Diego Silva (pelotas - RS)
Belas palavras Sr. Ricardo, Irga na Nigéria buscando mercado para nosso arroz e Federarroz num forte trabalho para melhorar o Porto para exportação, impossível agradar a todos mas temos que olhar as coisas boas.
14/10/2015 - Benvindo Ferreira (SÃO BORJA - RS)
Pessoal enquanto voces não se conscientizarem que devem diminuir a produção a indústria capitalizada vai ditar o preço deitar e rolar, ninguem consegue eliminar por decreto a lei da oferta e procura, Faça um calculo, se plantar tudo o que pode, vai colher 100 para vender olhe lá a 45, prejuizo de 3 reais por saca vezes 100 prejuízo de 300. Agora plante 20% menos, colha 80, vai faltar arroz o arroz pode ir a 55, talvez 60. Venda por 55, vai lucrar 7 por saca vezes 80 lucro de 560, o que é melhor PRODUZIR MAIS E TER PREJUÍZO OU PRODUZIR MENOS E TER LUCRO. Bem aí entra o Gerson, aquele que gosta de levar vantagem, bem meu vizinho vai diminuir a área, o preço vai aumentar, ah vou produzir mais e vou lucrar mais, ledo engano vai estragar o negócio para todos. Esse nosso colega não é parceiro é tão nosso inimigo como a indústria que nos explora, joga no time dos exploradores. Veja que a diferença entre uma situação e outra não é somente 560 mas 560 mais o valor do prejuízo de 300 ou seja 860. Você é quem decide, ter lucro ou prejuízo. Só depende de nós, o governo, banco e indústria jogam contra nós, governo quer arroz barato por motivos populistas, banco é instrumento do governo faz o que o governo manda, o produtor fica amarrado e tem de plantar mais. O produtor é igual a um jogador que entrou num cassino, tá perdendo dinheiro feio, mas continua lá, acrredita que na proxima rodada ele vai ganhar a sorte grande e forrar o poncho, ledo engano, cada vez mais vai para uma situação que não tem volta, vai quebrar é só questão de tempo. Analisem e vejam os exemplos, quantos voces conhecem que viraram escravos da indústria, são capatazes sem salário, pior que escravo, escravo tem cama e comida. O fato de lucrar ou perder está somente nas nossas mãos na hora que voce decide o quanto plantar, voce escolhe PREJUÍZO QUASE CERTO OU LUCRO CERTO.
14/10/2015 - Éverci Perez Lobato (Pelotas - RS)
Bom Dia.
Esta é a mensagem que tento explicitar no meu escrito no início.
Quem detém o poder de virada é o setor produtivo.
Como o mercado lê alguém que reclama mas oferta mais que a demanda, consecutivamente.
Manda é chumbo em troca de produção...
Esta conta que o Sr Benvindo fala é que é o "menos bem feito".
Concordo com o Diego: ( ...isto eu, que já fui muito resistente a ela)
SOJA NELES!!!

E lucro para nós.
Bons negócios.
14/10/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
O Paraguay pegou a nossa tecnologia e agora? A Nigéria vai pegar também e dai? já que sugerir ou cobrar efetividade é ser franco-atirador... Ninguém pode cobrar Bom então temos que nos calar e deixar o espaço para os nobres que muito fazem pela desenvolvimento do setor e que nos salvaram da crise... Realmente o setor vai muito bem obrigado. Plantem 2 milhões de hectares... Boa sorte... Ah o arroz vai valer R$ 100 ano que vem, pois vamos exportar 10 milhões de toneladas para os países que se mostram interessados...
14/10/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
O Paraguay pegou a nossa tecnologia e agora? A Nigéria vai pegar também e dai? já que sugerir ou cobrar efetividade é ser franco-atirador... Ninguém pode cobrar nada aqui??? Bom então temos que nos calar e deixar o espaço para os nobres que muito fazem pela desenvolvimento do setor e que nos salvaram da crise... Realmente o setor vai muito bem obrigado. Plantem 2 milhões de hectares... Boa sorte... Ah o arroz vai valer R$ 100 ano que vem, pois vamos exportar 10 milhões de toneladas para os países que se mostram interessados... Não há crise... É só melhorar a GESTÃO que ano que vem todo mundo vai bem !!! Mais respeito...
15/10/2015 - Alexandre Silva Hernandes (Santa Maria - RS)
Fico impressionado com os comentários no site, mesmo não sendo produtor de arroz, acompanho pelo site e por amigos produtores que o setor passa por dificuldades, mas ao mesmo tempo a eficiência destes faz com que eles se mantenham na atividade. Vejo que existem pessoas neste site que passam a maior parte do tempo criticando indústrias, governo entre outros, mas os mesmos não fazem o dever de casa, pois se são incompententes em sua atividade nao irão conseguir se manter na mesma, pois já é sabido que existem diversos fatores que determinam esta atividade, por exemplo produtores que são donos de terra, água, secagem e armazenagem e tem acesso a recursos com juros mais baixos, tem um custo de produção também mais baixos em comparação a produtores que não possuem um dos itens acima mencionados, outro fator é de produtividade na lavoura, se não produz e tem um custo mais alto não há atividade que irá gerar lucro. Temos também fatores externos a lavoura no que diz respeito a preços internacionais que também influenciam a mercado interno, que sofre a pressão do mercado comprador para ter na gôndola um preço mais competitivo, quando estão baixos afetam a rentabilidade do setor. O que quero dizer aqui no meu comentário é que se estes produtores que aqui reclamam não são competentes em sua própria lavoura troquem de atividade e vão plantar soja como os mesmos colocam no final de seus comentários. Mas não se esqueçam que se não colherem o suficiente para pagar os custos da lavoura de soja e ainda ganharem um lucro,
estarão aqui novamente reclamando do governo e do mercado. Sejamos compreensíveis e entender que estamos numa economia em que o que rege o mercado a é lei da oferta e da procura e se existe oferta em abundância o preço tende a cair e o mesmo se dá em ao contrário de grande procura. Um abraço a todos.
15/10/2015 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
No meio de tanta Besteira que se fala aqui, alguem teve um pouco de lucidez.....Parabéns Sr. Alexandre.
15/10/2015 - Alexandre Silva Hernandes (Santa Maria - RS)
Obrigado seu Antônio, mas o que vejo aqui são reclamações de toda a ordem, os culpados são sempre os mesmos, mas devíamos analisar a atividade como um todo, ou seja, se os custos de insumos, energia elétrica, pessoal, logística, entre outros estão altos, não devemos reclamar e sim tentar via os políticos que aqui só comparecem nas vésperas de eleição para pedir votos, para que os mesmos atuem junto aos governos para que tentem de alguma forma reduzir impostos para que tenhamos um custo compatível aos concorrentes. Quanto a logística vejo conforme comentarios aqui já discutidos que o porto de Rio Grande não possui um terminal específico para a exportação de arroz, e que existem mercados como o Iraque que compra arroz do Uruguai e Argentina por que o nosso não possui um SHIPP LOUDER para embarque de arroz beneficiado ensacado, ou seja, o custo de um equipamento destes perto do assistencialismo que nossos governantes dão a bolsa FAMILIA, bolsa PETROBRAS, bolsa BRDE, entre outros não é nada, enquanto isso o Governo do Estado mantém uma CESA de Rio Grande com um custo alto e que poderia assim estar a serviço do orizicultor. Mas é mais fácil ficar criticando a indústria, a empresa que vende o insumo, o prestador de serviço de secagem armazenagem entre outros, vamos deixar de reclamar e cobrar de nossos governantes que são os únicos que podem a curto prazo nos oferecer condições e custos mais baixos para que possamos melhor a renda no campo. Um abraço a todos.
15/10/2015 - carlos nelson azambuja (camaquâ - RS)
Vejam como estão ficando interessantes os comentários postados neste espaço, pelo visto está abrangendo um número grande leitores bem interessados na cadeia produtiva do arroz.
Novos comentaristas confessos não produtores, dão o ar graça criticando a classe produtiva, por que não participando e não sentindo os efeitos das adversidades imposta por clima, insumos nas alturas, descontos absurdos de algumas indústrias e preço vil do produto arroz; se torna muito fácil criticar.
Plante uma lavoura de arroz seu Alexandre, pode ser com terra e água própria e aí sim poderemos conversar e trocar idéias, até lá todo o comentário é improdutivo e vai na contra-mão da cartilha de como produzir arroz em um país como o Brasil.
Se nem expormos os problemas que passamos podemos, sem sermos severamente criticados por todos os lados, que venha logo o COMUNISMO e termine com o setor primário, indústria e varejo e o Brasil vire extensão de Cuba ou Venezuela para agradar as massas soluçantes.
15/10/2015 - ricardo silveira gomes (Camaquã - RS)
Desculpa Sr. Flávio mas não posso deixar essas afirmações passarem em branco. Porque são coisas que ditas dessa forma parecem verdades. Vamos lá. Que história é essa de que o Paraguai pegou NOSSA tecnologia, que a Nigéria vai pegar nossa tecnologia, conversa, tecnologia não tem dono, não tem fronteira!!!! Além disso, mais de 50% da nossa lavoura usa semente de origem argentina (guri e puitá), deveriam então os produtores argentinos estarem fazendo o mesmo choro???? Nada disso. É claro que todos podem,e devem, colocar aqui as suas opiniões, e devem também aceitar o contraditório. Temos e devemos enfrentar as nossas verdades. Parte do setor vai bem sim!!!! Tá vendendo arroz a mais de quarenta, não vendeu nenhum grão até agora, comprou insumos antes do dólar disparar. Mas quem são esses???? São aqueles que estão absorvendo as lavouras dos que estão sem condições de continuar na atividade, que estão comprando o campo dos endividados. Me responda uma coisa com sinceridade, aquele produtor que está sem crédito, tomando dinheiro na indústria, pagando arrendamento alto, esperando recursos para agora na hora de plantar, começar o preparo da sua lavoura, tem GESTÃO???? Aquele que aumenta sua área para tentar sair do buraco tem GESTÃO??? Aquele que ainda não percebeu que NÃO HÁ SAÍDA sem diversificar tem GESTÃO??? Que coloca sua produção na indústria e que depois que deixou de ser dono do seu produto pensa que vai conseguir valorizá-lo tem GESTÃO???? Cada um de nós produtores temos de ter a resposta para essas questões. Esses problemas não serão resolvidos pelas entidades, ou pelo governo, somos nós que temos de solucionar!!!!!
15/10/2015 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Parabéns Ricardo, outro que sabe o que fala...Aqui mesmo na minha cidade, teve um Catarina que veio pra ca uns anos atras e Arrendou terra para Plantar e começou a Trabalhar Duro....Hoje Ele ja tem uma Bateria de Silos e acho que Triplicou sua area Plantada de Arroz...Sorte ?? Competência ??....Como Ele progrediu enquanto outros patinaram ??? Façam suas Apostas...
16/10/2015 - Alexandre Silva Hernandes (Santa Maria - RS)
Bom dia Sr. Carlos Nelson Azambuja, em primeiro lugar o senhor esta de brincadeira querendo que eu vá plantar arroz, pois de acordo com os comentários que aqui aparecem todos os dias serei eu mais um a ficar reclamando da atividade. Brincadeiras a parte, entendo que qualquer atividade agrícola em qualquer parte do mundo é muito arriscada, principalmente quando se depende do clima, neste sentido tenho que tirar o chapéu para vocês que tem esta atividade como a principal renda de suas famílias, mas em meu comentário eu quis tentar mostrar que em qualquer atividade existe riscos e no caso especifico vocês produtores poderiam tentar amenizar os mesmos se unindo mais, por exemplo o que se escuta muito aqui é que o valor de custo é mais alto que o de venda, pois se estamos numa economia de mercado em que a oferta demasiada causa diminuição dos preços, por que não se reunirem e diminuir a área semeada, pode ter certeza que na próxima safra vai ter menos arroz colhido e consequentemente o preço devera ser melhor, a não ser que o mercado internacional esteja muito baixo. Outro ponto aqui discutido diz respeito ao arroz dentro das indústrias, por que o agricultor não possui sua própria unidade de secagem, desta forma menos arroz teríamos dentro da indústria, o que diminuiria o poder de barganha na hora da liquidação do arroz a deposito que sempre é de 1,00 a 2,00 reais a menos que o mercado corrente, ate o ano passado os bancos ofereciam financiamentos com juros de 4,5 % e prazo de 15 anos para este tipo de investimento, ou seja outra forma de diminuir a oferta de produto. Por que não se reunir com as entidades representativas e discutir formas de se reduzir o custo dos insumos, energia elétrica, óleo diesel, entre outros via diminuição dos impostos que hoje estão inclusos nestes. Devemos analisar que qualquer atividade o que se busca alcançar é o lucro, o produtor de arroz não foge a regra, ele só ira vender para quem paga um melhor preço , do outro lado a industria forçada pela concorrência junto ao varejo, tenta comprar de quem vende mais barato, esta é a regra que rege o mercado, e pode ter certeza vai haver produtor mais necessitado de caixa que ira vender mais barato, então vocês produtores de arroz tem que tentar entender a mesma e procurar se adequar da melhor forma de modo a tentar ter uma lucratividade maior em sua atividade. Um abraço
16/10/2015 - Alexandre Silva Hernandes (Santa Maria - RS)
Em tempo Sr.Carlos Nelson Azambuja, de uma olhada no excelente comentário de seu vizinho Ricardo Silveira Gomes, e vamos olhar mais para dentro da propriedade e ver que com gestão eficiente se tem um resultado melhor. um abraço.
16/10/2015 - carlos nelson azambuja (camaquâ - RS)
Caro seu Alexandre, a maioria dos comentários aqui postados ao meu ver, estão impregnados de bom senso e raciocínio, porém há detalhes que escapam a boa parte dos comentaristas.
A diversificação no setor rural é um dos princípios básicos pregado em todas as faculdades de Agronomia do país, todos os comentaristas esclarecidos que aqui escrevem sabem disso.
Porém o que talvez o amigo não saiba, é que mais de 60 % dos plantadores de arroz do RGS são arrendatários e a maioria esmagadora dos proprietários arrendantes não disponibilizam áreas para outras culturas que não seja para plantio de arroz, que dirá arrendar para pecuária. ( devido ao valor do arrend.)
Portanto veja bem, uma parcela extremamente expressiva que vive do plantio do arroz e é arrendatário não tem acesso a culturas alternativas e direito de usar as restevas para pecuária, pois o proprietário as usa. Alguns a'té arrendam para soja, mas são poucos e estatisticamente não tem expressão.
Então seu Alexandre, é muito bonito falar em GESTÃO, mas o sr. pode ter certeza que a grande maioria arrendatária sabe administrar muito bem suas lavouras, e esse Rio Grande velho , seu Alexandre, é recheado de excelentes plantadores bem intencionados. Também um abraço, lembrando-lhe que toda a crítica bem intencionada será acolhida com educação e respeito.
16/10/2015 - Jose Nei Telesca Barbosa (Pelotas - RS)
Mais um ingrediente nesta importante discussão, ao seu final:
Decreto N° 5.566, de 11.1966 - Regulamenta as Seções I,II e III do Capítulo IV do Título III da Lei n° 4.504, de 30.11.6, Estatuto da Terra... Capítulo II Dos Contratos: Essência e Fundamentos; Seção I, Dos Contratos Agrários. Art.13. Nos contratos agrários, qualquer que seja a sua forma, constarão, obrigatoriamente, cláusulas que assegurem a conservação dos recursos naturais e a proteção social e econômica dos arrendatários e parceiros outorgados...
a. Prazos mínimos ...
- de três anos nos casos de arrendamento em que ocorra atividade de exploração temporária e ou de pecuária de pequeno e médio porte, ou em todos os casos de parceria;
Capítulo III - Dos Direitos e Deveres, Seção I, Dos Arrendadores e arrendatários; Art. 41 - O arrendador é obrigado:
I - a garantir ao arrendatário o uso e gozo do imóvel do imóvel arrendado, durante todo o prazo do contrato art. 92, parágrafo 1º, do Estatuto da Terra.
Gestão, Atitude e Inovação.



16/10/2015 - Edereson Diehl ( - AC)
Seo Alexandre caso voce não saiba muitos dos produtores, os inclusive individados e reféns da industria, nem tem acesso a internet. Há dois anos atras eu também não tinha, sabe como eu fiz pra descobrir qdo o arroz chegaria ao preco máximo pra depois despencar? Foi assim: qdo percebi q tava subindo, eu analisava o q nossa cooperativa pagava e outra industria qquer, telefonando de dois em dois dias, um dia a industria subia um real, depois oitenta centavos, e a cooperativa sempre um real atrás, depois qdo a industria só subiu dez centavos e a cooperativa um real daí eu cheguei a conclusão que deveria vender imediatamente. E já teve anos que tirei emprestimo pessoal pra pagar particulares pra não vender por dezoito reais o saco, pq baseado no preco internacional eu conclui q subiria, patinei um pouco, mas acertei, clarro q este emprestimos não podem passar de tres meses. ENTÃO RECLAMAMOS SIM DAS INDUSTRIAS EXPLORADORAS QUE COM DOLAR ALTO VÃO SE EXTINGUIR PORQUE SÓ FICARÁ AS COMPETENTES, E OGOVERNO MUITO NOS PREJUDICOU COM OS LEILÕES JUSTAMENTE QDO PAGARIAMOS NOSSAS CONTAS. E SE ALGUÉM VAI MUITO BEM É PQ DEVE TER TERRAS ALTAS LIVRE DE ENCHENTES E QUEM SABE COM BARRAGENS ONDE NÃO GASTA PRA AGUAR E MELHOR AINDA DEVE TER TERRA PRÓPRIA. ACREDITO QUE TENHA MUITOS DESINFORMADOS AINDA E SE PLANTAREM TERRAS BAIXAS COM ESSE EL NINO VÃO TER VENDER O Q NÃO PODEM. IMAGINEM O PICO DO EL NINO SERÁ NOVEMBRO E ELE JÁ DEU AS CARA DESDE O ANO PASSADO, SÓ VAI SE ACALMAR NO INVERNO. ENTÃO CADA CASO É UM CASO E QUEM RECLAMA NÃO É EM VÃO PORQUE TEM SEUS MOTIVOS PESSOAIS, O ARROZEIRO É A CLASSE MAIS GUERREIRA PQ FAZ MARAVILHAS PRA SE MANTER ATIVO.SDS.
17/10/2015 - Alexandre Silva Hernandes (Santa Maria - RS)
Bom dia Senhor Ederson Diehl, entendo que o agricultor em geral é um guerreiro e disto não tenho duvidas, pois plantam com custos altos, dependem do clima, muitas vezes desfavoráveis, financiamentos em que o juro até podemos considerar que não são altos mas que devido a varias exigências dos banco se tornam caros e ainda não conseguem ter no caso especifico do arroz um preço futuro como é o caso da soja, sujeitando-se na maior parte do ano a vender sua safra a preços vil, pois bem os meus comentários não são para criticar a classe arrozeira e sim tentar de alguma forma mostrar que não adianta ficar criticando A, B ou C pelo que ocorre no preço do arroz ainda mais se tratando de nossa economia em que o determina o preço é a oferta e demanda e sim tentar de outras formas por exemplo via diminuição de área, diversificação com outras culturas, pressionar governos para diminuir os impostos que incidem sobre insumos, energia elétrica, folha de pagamento, acordos comerciais com outros países para que abram mercados para que se possa exportar o excedente e em iguais condições com os concorrentes, um exemplo é o acordo que os EUA e outros países do Pacifico fizeram este ano em que todos os produtos dentro do bloco não pagam impostos de importação, enquanto que o Brasil fica refém do MERCOSUL que para agricultura nada agrega só prejudica e que para exportar para outros países atualmente paga altas taxas de impostos de internação, diminuir os custos portuários que são altíssimos e que no caso especifico de produtos de pequeno valor agregado se tornam inviáveis, ou seja, Sr. Ederson entendo que se algumas atitudes forem tomadas neste sentido pode ter certeza que a renda do campo ira melhorar. Agora é mais fácil ficar criticando a Indústria, o fornecedor de insumos entre outros e não tomar as decisões que dependem apenas de vocês que são o dono do negocio. Um abraço.

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