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11.09.2015 | ANáLISE DE MERCADO DO ARROZ - por PLANETA ARROZ

Rumo aos R$ 38,00

Conjuntura positiva vem mantendo preços firmes em busca de maiores cotações

imagem Mercado doméstico prioriza aquisição do arroz nacional Foto: Robispierre Giuliani/Planeta Arroz

Um conjunto de notícias favoráveis ao setor, como o superávit nas exportações de arroz na temporada 2015/16, cujos embarques já superam 600 mil toneladas, o baixíssimo ingresso de arroz do Mercosul, o início da safra, a liberação gradual dos custeios pela rede financeira oficial - e os financiadores privados e empresas de insumos -, a redução dos estoques das indústrias que estão voltando ao mercado e a baixa disponibilidade do grão por parte do governo brasileiro, fazem com que as cotações do arroz em casca venham evoluindo significativamente na primeira quinzena de setembro.

Segundo o indicador dos preços do arroz em casca Cepea/Esalq - Senar/RS, nesta quinta-feira o preço referencial da saca de 50 quilos (58x10) depositado na indústria, à vista, foi de R$ 36,82. Nos primeiros 10 dias de setembro, os preços avançam em velocidade maior do que a de agosto, quando acumularam 5,69% de valorização, e já alcançam 2,79% no acumulado.

Nesta quinta-feira (10/9) a cotação alcançou equivalência de US$ 9,53 por saca de 50kg, ainda muito abaixo do custo de produção médio dos vizinhos do Mercosul para viabilizar a importação, estimado em U$ 12,00 no Uruguai e Argentina. O Paraguai, a partir de US$ 10,00 já consegue enviar algum volume de arroz em casca, mas precisaria de um referencial de US$ 11,00 para alcançar volume remunerador.

Assim, a indústria nacional vem priorizando a aquisição e beneficiamento do arroz nacional para comercializar no mercado doméstico, exceto em alguns mercados que conseguem lotes muito competitivos do Mercosul ou pequenos volumes de variedades muito específicas para alta culinária ou "gourmet", ou seja grãos arbóreos, selvagens, cateto ou oriental, aromáticos, entre outros.

No mercado livre gaúcho, a indústria ainda busca comprar arroz na faixa de R$ 35,00 a R$ 36,00 nas principais praças, mas com imensa dificuldade, uma vez que os produtores já cobram de R$ 37,00 a R$ 38,00 - especialmente para fazer frente às parcelas do custeio que estão vencendo.

Santa Catarina vem acompanhando este movimento, trabalhando entre 50 centavos e R$ 1,00 abaixo dos valores referenciais gaúchos, pois tem um mercado mais ajustado e já formou bons estoques na safra. No mercado externo o Brasil vai fortalecer suas ações, com a renovação de contrato entre a Apex-Brasil e a Associação Brasileira das Indústrias do Arroz (Abiarroz).

Ao mesmo tempo nesta quinta-feira o embaixador da Nigéria, país que já foi o maior cliente internacional do arroz brasileiro há alguns anos, mas hoje impõe até 122% de taxas sobre o produto nacional, reuniu-se com representantes das entidades gaúchas.

De prático no contato, apenas a oferta do Irga em trocar apoio ao desenvolvimento tecnológico da lavoura nigeriana se aquele País assinar um acordo de compra do arroz brasileiro, isentando-o de taxas e barreiras comerciais, que parece ter chance de evoluir a partir de tratativas via Ministério das Relações Internacionais.

Entre os produtores o embaixador ofereceu áreas e caminhos para investimento no país africano, inclusive para instalação de indústrias e lavouras. No entanto, a linguagem está distante do interesse real do governo nigeriano.

A taxa de 120% sobre o grão brasileiro foi estabelecida porque o novo governo nigeriano quer - e prometeu em campanha - alcançar a autossuficiência na produção orizícola. Esta nova política, inclusive, provocou a cisão do governo com as empresas importadoras do país. Vale lembrar que países como Tailândia e Vietnã, que ofertam um cereal de menor qualidade, não pagam taxas e têm isenções para abastecer o mercado nigeriano.

A Nigéria importa entre 3,2 e 3,5 milhões de toneladas de arroz, em base casca, principalmente quebrados de arroz. O Brasil já chegou a vender, numa só temporada, perto de 350 mil toneladas para este país.

O Irga entende que seria um negócio muito interessante abastecer de 15% a 20% do mercado nigeriano em troca do apoio ao desenvolvimento de tecnologias locais, uma vez que o instituto é reconhecido como uma das referências mundiais em desenvolvimento de sistemas de produção de arroz de qualidade, segundo as palavras do próprio embaixador.

O problema é que o presidente e o ministro da agricultura do país africano se comprometeram a zerar o déficit de arroz até 2018, meta muito distante de ocorrer por três motivos básicos: a falta de tecnologias que elevem a produtividade das lavouras locais, muitas delas com sistemas ainda muito arcaicos, a limitação por água, e o contrabando pelas fronteiras com os países vizinhos que compromete o mercado interno e impede a elevação dos preços.

Esta política provocou uma cisão e a reforma do sistema de autorizações de importação, o que levou muitas empresas locais à Justiça e estabeleceu uma queda de braços com o governo nigeriano. Portanto, além de vencer as questões de mercado, portanto, o Brasil precisa vencer a ideologia e os compromissos políticos estabelecidos pelo atual governo nigeriano. Um analista citou o exemplo: "Exportar arroz hoje para a Nigéria demanda mais do que aproximação estratégica e política, mas convencê-los de que estão longe da prometida autossuficiência e que a solução é integrar o Brasil ao seu mercado e ao desenvolvimento de tecnologias naquele continente".

Enquanto isso, o Brasil foca seus embarques de arroz quebrado para outros destinos africanos e variedade em casca para a América do Sul, aproveitando o momento remunerador do dólar sobre as operações.

SAFRA

As primeiras lavouras gaúchas já estão plantadas. A expectativa é de que pelo menos 20% das áreas sejam semeadas ainda em setembro. O Brasil deve repetir a área plantada e é projetada uma retração na produtividade por conta da descapitalização do setor, que investirá menos em tecnologia e insumos.

Segundo o setor de defensivos e fertilizantes, os pedidos para as lavouras gaúchas caíram em 15% sobre a safra anterior. E dos 85% de movimento esperado, pelo menos 20% das entregas vão atrasar pela realização tardia dos pedidos. Há produtores que ainda não encomendaram os insumos.

Outros estão na expectativa de mais chuvas para dimensionar a capacidade de irrigação, pois mesmo com previsão de El Niño há muitas barragens com déficit de água na Campanha, na Fronteira Oeste e na Depressão Central.

As primeiras consultorias que divulgaram projeção de safra para a temporada prevêem no Rio Grande do Sul uma safra de 8,2 a 8,5 milhões de toneladas e de 1,05 a 1,1 milhão em Santa Catarina.

Leves retrações no Mato Grosso e no Maranhão, mas avanço em Tocantins. O El Niño previsto para a entrada do verão, com mais chuvas concentradas na Metade Sul gaúcha, projeta a necessidade de maior atenção aos sistemas de drenagem.

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indica preços médios de R$ 37,50 para a saca de arroz em casca (58x10), a vista, no Rio Grande do Sul. Já o cereal beneficiado (tipo 1 - 60kg), sem ICMS, FOB, é cotado a R$ 78,00.

Entre os quebrados, estabilidade: o canjicão segue cotado a R$ 43,00 e a quirera em R$ 39,00, ambos em sacas de 60 quilos. A tonelada de farelo de arroz (FOB/Arroio do Meio) vale R$ 330,00.

A expectativa do setor é de que as cotações rompam os R$ 37,00 até meados da próxima semana, no máximo, e a segunda quinzena seja dos preços buscando os R$ 38,00 como referência. No mercado livre, especialmente para exportação ou as variedades nobres, já existem negócios acima destes valores. Mas, ainda em pequena quantidade de negócios e de volume.




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comentários (24)

11/09/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Notícia meio atrasada, pois em São Borja já está esse preço... Preferiria ler acima "Rumo aos R$ 40"... Talvez causasse mais impacto !!! Mas o lógico seria "Rumo aos R$ 50" só assim poderíamos adquirir algum fôlego para enfrentar as gigantescas contas de energia elétrica que virão esse ano e tantas outras despesas que aumentarão 20, 30, 40, 50%... O calo nem apertou e já está doendo !!!
11/09/2015 - Miguel Andre Barbosa da Silva (Barra do Ribeiro - RS)
Caríssimos; De fato a notícia não acompanha a velocidade do mercado. Hoje um amigo meu vendeu a R$ 40,00 na região de Capivari. E em Pelotas R$ 38,00 já é corrente. Até dezembro será interessante acompanhar novamente o embate produtor x industria x varejo. Sds.
11/09/2015 - juarez petry de souza (tapes - RS)
Grande empresa comprou 600.000 sacos a R$ 40,00 conforme telefonema de um colega aqui de nossa Costa Doce(PCInterna); não há dúvida que o piso de comercialização dessa safra não poderia ser menor que 36-38,00, mas não houve um trabalho que alavancasse os recursos para dar sustentação ao mercado.
Hoje, a grande maioria dos produtores não têm mais arroz.
Preço projetado pelo aumento do custo de produção para fevereiro/2016 não deve baixar de R$ 55-60,00.
Trabalho para as entidades que defendem o produtor e vivem de suas contribuições!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
11/09/2015 - eni lima soares (Santa Vitória do Palmar - RS)
Com o quartel da industria organizada o preço deve cair em seguida. Preços elevados só para iludir produtores a plantar. Soja na varzea.contrato a 80,00 muito mais seguro e menos trabalhoso.nao podemos seguir trabalhando para os senhores de engenho.sds
11/09/2015 - eni lima soares (Santa Vitória do Palmar - RS)
Ano que vem só vendo arroz pra exportacao. Mercado interno maximo 36,00.aumentou o preço só para iludir o produtor a plantar.daquu a pouco ja baixa.arroz é cesta basica.soja neles.
11/09/2015 - Benvindo Ferreira (SÃO BORJA - RS)
Infelizmente meus caros colegas, na minha opinião não tinhamos chegado tão fundo no poço como este ano, não vimos mais nenhuma liderança que levantasse uma bandeira de defesa da nossa lavoura. Com os custos que se apresentam, realmente para termos uma pequena margem que compessase os preços deveriam ficar próximos ao o que o Petry falou, R$55-60. Hoje nosso produto é equivalente a uma moeda podre, não vale o que custa para produzir. Veja a situação, hoje, veja bem, médio produtor, proprietário, água natural, cheguei a triste conclusão que ganho dinheiro se deixar de plantar e usar a área toda, os dois cortes, para a produção de terneiros, se foi o tempo em que se ganhava dinheiro com arroz em pequena e média escala, os custos subiram demasiado asfixiando a produção. Não vou plantar mais arroz, chega de pagar para produzir. Infelizmente vejo muitos colegas chegarem a mesma conclusão, mas afirmam que não sabem fazer outra coisa, se pararem ao fazerem o balanço o passivo engole todo o ativo e não sobra nada, muito pelo contrário vão perder tudo, o trator, o carro a mulher e os filhos. Para mim a galinha está morrendo, se não for socorrida vão sobrar poucos, Gente acordem, diminuam a área, única arma que temos. Mas gente tem gente que vai querer dar uma de Gerson, para levar vantagem e aumentar a área infelizmente, graças a esse pessoal estamos nessa. Cansei vou dar um tempo, vou tentar assegurar meu patrimônio.!
11/09/2015 - eni lima soares (Santa Vitória do Palmar - RS)
Camil alimentos me pagou 40,00 hoje no meu arroz. Acho que as coisas vao melhorar.esperança sempre.sds
11/09/2015 - carlos nelson azambuja (camaquâ - RS)
Postagem muito contundente do sr .Benvindo Ferreira de São Borja, relato bem real de um produtor de arroz encarando de frente a realidade nua e crua enfrentada por um agricultor consciente.
Parabéns pela franqueza e objetividade na sua explanação, retrata sem meias palavras a triste realidade de um setor produtivo abandonado a sua própria sorte.
12/09/2015 - juarez petry de souza (tapes - RS)
Grandes empresas(o tal de grupo das segundas feiras) tão comprando para sair do mercado até janeiro; as pequenas e médias, que não tem estoque nem capital para construi-lo, vão se digladiar pelo resto do arroz disponível.
Eni, colega de S. Vitória, está certo: vamos diversificar, plantar soja; e o Benvindo, lá de São Borja, matou a pau, pois se irrigarmos nossos pastos em época de seca por gravidade, sem grandes investimentos como pivos etc, a produtividade da pecuária é maior que essa loucura que virou o negócio arroz.
12/09/2015 - santo adriao Freitas cardoso (Amaral Ferrador - RS)
Olha pessoal, faz dias que to falando da disparada . Vendi a 39 pra receber segunda. A Camil ta desesperada por arroz pra branco. Soube que com prazo tão pagando 40,50. Vai faltar arroz logo. Colega meu do Uruguay disse que já venderam quase tudo pra exportação com preço de 12 dólares o que hoje inviabiliza mandar pro Brasil. E por lá , mesmo com esse preço ta todo mundo quebrado. Que viver venderá arroz a mais de 60 reais pro ano.
12/09/2015 - santo adriao Freitas cardoso (Amaral Ferrador - RS)
Agora ta na hora de fazer essa gente da indústria beber água no coxo!!!
12/09/2015 - santo adriao Freitas cardoso (Amaral Ferrador - RS)
Vamos fazer a indústria pagar o que vale. Ta na hora de virar a mesa com esses exploradores , que soltam preço toda terça.
12/09/2015 - Ricardo Ruschel (Caçapava do Sul - RS)
Isto mesmo pessoal, continuem assim com esta ideia fixa aos 50,00. Logo logo a indústria trava as compras e o preço vai abaixo dos R$ 38,00 e todos vão chupar picolé vendo o preco passar. Vamos colocar bem esta matéria e também os comentários. Este preço pago foi para um 417 com 64 de inteiros, ou seja. Não é estes preço comentado por todos como sendo regra de arroz comprado e pago para qualquer um. O problema que este pensamento é o mesmo que colocar todos os ovos no mesmo cesto. Produtores, continuem com esta ideia!!!! quero ver o choro lá na frente.................
13/09/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Seu Ricardo, peço a vênia para dizer que, mesmo com o seu pessimismo, R$ 50 não é um sonho, mas sim o valor para fecharmos as contas ano que vem. Não sei se o senhor planta, mas queremos um lucrinho de 20% ao menos...Se nos contentarmos com R$ 38 estaremos fadados a percorrer o mesmo caminho do Sr. Benvindo, ou seja, ter que parar de plantar para salvar o patrimônio. A indústria se lavou nos comprando arroz barato (R$ 30)... Agora está na hora de remunerar melhor um pouco aqueles que puderam segurar. Se eles não remunerarem o justo, o pessoal (na grande maioria já está) vai plantar soja e botar boi no pasto... Há uma previsão de incremento de 160.000 hectares de soja no estado em áreas de arroz... Nos remates o pessoal (que antes plantava arroz) está comprando terneiros as pencas... Sinal de que a pecuária voltou a valer a pena... Até o rebanho de ovelhas voltou a aumentar... Para que vocês tenham certeza disso é só se informarem nas Inspetorias dos municípios... Os rebanhos não param de crescer e a demanda por vacinas é enorme... Também acredito que os R$ 50 não virão agora... Mas se chegarmos nos R$ 40 a 42 acredito que muita gente vai vender seu arroz... Aqueles que sonham com pré-custeio em fevereiro vão se mexendo desde agora senão ano que vem será aquela surpresa!!! Acredito que se liberarem vão ser recursos de EGF e AGF para quem tem limite lá e com uma penca de garantia real e hipotecária... Quanto aos R$ 38 sabemos que a velha tabela orelhana continua a incidir... se o arroz não for 417 ou 409 vale R$ 1,50 - 2,00 a menos... Descontos de faixa de rendimento, frete, umidade também continuam sendo coisas corriqueiras... Mais o Funrural que segue sendo cobrado.... Desses R$ 38 acaba sobrando R$ 35 líquidos... Nesse aspecto seu Ricardo tem razão... Então não adianta fazer alarde que o preço está bom que não está... façam as contas e vamos cair na realidade... Vamos colocar soja para vender a R$ 80 ano que vem... E o boi no campo sempre é garantia de renda... Só tem dois caminhos para o arroz voltar a crescer: exportar 2 milhões de toneladas ou reduzir 20% a área plantada!!! Abraços.
13/09/2015 - antonio carlos garcia rodrigues (camaqua - RS)
Nao entendo uma coisa...Porque alguns Produtores se alvoroçam tanto com a Industria........Industria safada, ladra, tabelas disso..aquilo....Façam o seguinte.....Peguem seu Arroz e Beneficiem em uma Industria..Paguem Pis, Cofins, ICMS, Cdo, TUDO...Depois liguem para seus Representantes la em Cima e tentem vender seu Arroz ao preço certo..Que viabilize pagar 40,00...50,00...60,00...um saco em casca....caso queiram entrem em contato comigo que tenho uma aqui perto em Camaquã que faz prestação de serviço...Coloquem um saco em casca que devolvemos 30 Kgs Tipo 1..mas Arroz Bom, Pois depois o cliente la em cima nao vai querer Picado, Gessado, Amarelo, etc....tens alguns Lavoureiros aqui que falam mal da Industria, mas Sentados em suas mesas na Fazenda...venham pro lado de cà e Depois conversamos....
13/09/2015 - santo adriao Freitas cardoso (Amaral Ferrador - RS)
Essa gente da indústria acha que pode tudo, ate parece que tão pagando 40 só pra agradar um pouco a classe produtora. Se eles pudessem estariam pagando 20 reais, o força do mercado oferta e procura é que manda no preço. Se o arroz não der mais o produtor muda de cultura ou cria gado, agora a industria vai ter que fechar as portas. Um cara como esse Ruschel só fala besteira, até parece que tá em desespero!!
13/09/2015 - santo adriao Freitas cardoso (Amaral Ferrador - RS)
Porque não mudam de atividade se tá tão ruim. Eu vou pra soja!
13/09/2015 - eni lima soares (Santa Vitória do Palmar - RS)
Nao conheço nenhum produtor que ande de land rover.agora dono de industria conheço varios. Agora nao entendo pra alguns da . Pra outros nao da.quem entende? Risco zero . É só botar no saquinho.alguem me explique.!!!!!
13/09/2015 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Seu Antônio Carlos se o Sr. me explicar por exemplo porque um saco de arroz da variedade puitá (arroz indústria) vale menos R$ 2 para indústria que o 409 ou 417 (reserva) eu me rendo... Nunca mais falo mal da indústria... Será que essa variedade não dá um excelente parabolizado, integral, tipo 1??? Me explique essa diferença e jamais o Sr. ouvirá eu me queixar da indústria nesse espaço. Prometo.
14/09/2015 - Benvindo Ferreira (SÃO BORJA - RS)
Venho novamente colocar outras colocações, Nos tempos em que trabalhava no grupo Telebras, fiz um curso de engenharia econômica e análise de investimentos qual o melhor retorno, quais as melhores alternativas de se investir no negócio. Naquela época, anos 80, afirmava-se que qualquer negócio que desse um retôrno líquido ao ano de 12% ao ano seria um excelente negócio, já que em paises desenvolvidos teriam dinheiro a emprestar ou para investir com retôrno desejável de 6 a 12% ao ano. Veja bem não quero que a industria não ganhe, ter lucro faz parte do negócio, é exigência para que se invista. No caso do agricultor o preço justo seria que tivessemos um retorno líquido de 20 a 30%, é uma atividade de risco, se bobear está quebrado ou vai levar uns 10 anos para recuperar uma safra perdida. No caso da industria como já afirmei em outro artigo há um retôrno de no mínimo, 10% líquido ao mes, para as mal geridas, tudo trabalhando mal e por outro lado temos gente que deve ganhar líquido mais de 30% ao mês. Veja bem, ao mês, giram a cada 30 dias, o produtor gira em 365 dias, uma única safra, isso é giro composto girando 12 vezes no ano. Isso dá para quem tem 10%, 213% líquido ao ano, e quem por acaso tiver 30%, 2229% e tem gente que se analisarmos deve estar nisso ou mais. Realmente é realmente bem equitativo, nós com prejuízo e a industria com 213 a 2229% ao ano, realmente não tem têrmo de comparação, é exploração aviltante, se fosse num país desenvolvido estariam na cadeia por crime econômico e formação de cartel.
14/09/2015 - Miguel Andre Barbosa da Silva (Barra do Ribeiro - RS)
Nada como um dia atrás do outro. Me alegro em ver aqueles que bateram no galo que primeiro cantou a virada do mercado em início de agosto agora se ufanarem da recuperação e rosnarem feio pra industria. Tem lógica o alerta de que o "cartel" está comprando adoidado pra depois faturar com a alta a ser causada pela briga das pequenas industrias pelo restinho de arroz até janeiro. E pergunto às industrias: quem venderia estoque antigo pelo preço antigo hoje mas com custo de reposição atual muito mais elevado? O arrozeiro faz isso vendendo a R$ 40,00 quando o custo da nova safra já deve estar em R$ 55,00. Sds.
15/09/2015 - Juliano Silva (São Borja - RS)
Vejam bem, não entendo essa briga contra a indústria. Se o arroz está R$ 30, ela vai comprar a R$ 30 e colocar a sua margem, (geralmente 4 a 5%) e vai vender. Se ela comprar arroz a R$ 40, ela vai fazer a mesma coisa, não pensem que comprando a R$ 30 a margem aumenta, pois o preço no varejo cai também. Para indústria é melhor preço alto, pois ganha 4% de R$ 30 é uma coisa, ganhar 4% de R$ 40 é bem melhor.

Poucas são as indústrias que possuem margem maior do que isso, o que se ganha é no volume com a diluição de custos. Se a indústria tem 50 funcionários e beneficia 40 mil fardos ou 100 mil fardos, o custo dos funcionários é o mesmo, só muda energia elétrica, embalagem e matéria-prima.

Ou aquele arroz a 7,99 no supermercado está ganhando 20% ao mês? Se vocês pegarem os dados oficiais do IRGA (disponíveis no site) vão ver que de 2004 até 2014 fecharam 24% dos engenhos de arroz no estado.
17/09/2015 - Antonio Paulo (Três Cachoeiras - RS)
Olhem senhores é lamentável o pensamento que alguns produtores tem da industria, assim como algumas industrias tem dos produtores. Se esta tão ruim plantar arroz, porque o senhor que é "novato" no site de amaral ferrador que ta distante 40 km do asfalto não deixa de plantar arroz e vai pra cidade? Alias comprar arroz da sua região alem de vir arroz sujo, manchado, podre de gorgulho ainda vem com sacanagem não é verdade? A industria da tal reunião na segunda feira faz o mesmo que cada um de vocês, ou seja, fica conversando só que ao invés de falar de suas plantas, ficam no buteco ou sentandinho nas suas casas pensando bobagem. Vão trabalhar 365 dias por ano pra ver, pagando imposto, ICMS, CDO, Funrural que é a maior sacanagem e vamos repassar a vocês cambada pois é obrigação do produtor, aumento de energia elétrica de 80%, aumento dos custos de frete, aumento dos funcionários, IPI, PIS, COFINS e todas as contribuições trabalhistas que dobram a folha de pagamento para vocês verem. ESTA RUIM, SAIAM DA LAVOURA, ABRAM UMA LOJA DE ROUPAS, UMA FARMÁCIA OU UM POSTO DE GASOLINA. Ficam falando que não conhecem produtor que anda de Land Rover que até é verdade, mais se não tivessem 200 amantes e ficassem falando bobagens por ai, poderiam fazer isso. Compram trator, tiram custeio E NÃO PAGAM. Mandam carta dizendo que não podem pagar, etc. Assim é fácil. Se eu pessoa física pego dinheiro no banco e não pago vou pro SPC, SERASA e o escambau e vocês, pegam dinheiro em banco e não pagam.....PERDI MINHA PACIÊNCIA COM ESSA CHORADEIRA. Ta ruim meu amigo, pendura a chuteira, sai da moita e deixa quem sabe e quer trabalhar em paz. Tem muito produtor ganhando dinheiro, assim como tem muita industria ganhando dinheiro, como o inverso também é verdadeiro, mais fruto nada mais nada menos de sua COMPETÊNCIA E INCOMPETÊNCIA. Eu estou comprando arroz a mais de R$ 40,00 e subi minhas tabelas de preços em regiões que aumentaram 15%. Não estou vendendo quase nada e sabem por que? PORQUE TEM UNS IDIOTAS AINDA VENDENDO BARATO, DE SANTA CATARINA, DAQUI DO RIO GRANDE DO SUL, DO GOIAS E MATO GROSSO QUE ANTES DE SUBIR ENCHEM OS CLIENTES COM PROGRAMAÇÃO DE PEDIDOS E NÃO DEIXAM O MERCADO AQUECER. Também tem a culpa do VAREJO que agora na alta fica procurando 500 industrias a fim de comprar barato e barrar o aumento com ofertas de tabloide e encarte. Tem também esse monte de gente que se diz RCA e não passa de um oportunista barato que é mais comprador da industria do que representante comercial. Um deles foi capaz de me ligar semana passada dizendo que estava trabalhando com uma industria de Rosário do Sul e a industria estava vendendo em uma grande rede da zona da mata mineira, e que entrou como OPP. Como agora ela estava querendo buscar o prejuízo, uma vez que pra entrar teve que vender barato e subiu os preços o cliente tava insatisfeito e fez o tal representante procurar uma industria com preço mais agressivo como ele falou. DOIS APROVEITADORES E TAMBÉM A MÁFIA DO VAREJO QUE APARECE QUE FOI FUNDADA TODA EM SETEMBRO E OUTUBRO PORQUE TODA A REDE TA DE ANIVERSÁRIO E PEDE VERBAS E VERBAS QUE CHEGAM A R$ 100.000,00 ANUAL. Vamos fazer assim: A industria tem que pagar verba de aniversário para o varejo a quem precisa vender seu produto, O QUE ACHAM SRS. ENI E SANTO, DE COBRARMOS VERBA DE ANIVERSÁRIO TAMBÉM DE VOCÊS. Mande arroz seco, limpo, sem pedra, areia (Como fazem colocando areia no meio da carga para dar peso), sem vermelho, picado, manchado, amarelo....FAÇAM EXPURGO NO SEU PRODUTO, POIS CHEGA NA INDUSTRIA CHEIA DE GORGULHO e vamos pagar mais pelo seu produto. 409, 417 são variedades que a industria quer pois são mais valorizados e da mais rendimento industrial., Puitá também é bem visto quando limpo e sem infestação, com rendimento acima de 60 de inteiros....AGORA PLANTAR QUALQUER PORCARIA SÓ PARA COLHER ACIMA DE 8 MIL POR HECTARE E DEPOIS FICAR NO BUTECO TOMANDO CERVEJA E DIZENDO BOBAGEM, DOU UM CONSELHO....MUDEM DE PROFISSÃO OU CONSTRUAM UMA INDUSTRIA QUE NÃO SAI POR MENOS DE R$ 15 MILHÕES E DAI VOCÊS VERÃO O QUE É TER PROFISSIONALISMO - RECLAMA QUE A INDUSTRIA COBRA PARA RECEBER O ARROZ E PAGA MENOS PARA LIQUIDAÇÃO. JUSTÍSSIMO OU ACHAM QUE SECADOR, SILOS, AERAÇÃO E TODA A RESPONSABILIDADE DE GUARDAR O PRODUTO SAI DE GRAÇA? Alguns pessoas certamente vão pegar e colocar esse chapéu: "Eu venho ao mundo para ajudar, mais se não puder ajudar vou atrapalhar". Um bom trabalho e boa leitura e que venham as represálias QUE SERÃO MUITAS!!!!
18/09/2015 - Diego Silva (pelotas - RS)
Só sei que o nosso custo vai ser R$50,00 e quando o arroz se aproxima de 40 qu ja valeu em 2002 a industria abre um berreiro, não se esqueçam preço internacional e U$12,00,
Energia eletrica, mão de obra, combustiveis etc sobem todos anos mas o pessoal da industria acha que só sobe para eles que os produtores tem uma formula magica de vender arroz todos anos ao mesmo preço...
A diferença dos 24% de engenhos que quebraram e bem menos que os 80% dos produtores endividados pegando dinnheiro num banco pra pagar outro, penhorando ate a casa do cachorro e fazendo CPR com as industrias sempre na esperança de conseguir pagar as contas mas cada ano aumenta, arroz deveria valer no minimo 50 este ano e 60 ano que vem para ser um negocio aceitavel...

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