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15.06.2020 | Safra | artigo inédito

Safra 2020/2021 – Estratégias para o plantio da soja e o pós-coronavirus!

por José Nei Telesca Barbosa

A quarentena tem sido pródiga para a produção de reflexões sobre o momento anterior a instalação da Pandemia e para a projeção de estratégias para o agro no pós-coronavírus. É desnecessário discorrer sobre os impactos da Covid-19 sobre a sociedade mundial, ressaltando-se a necessidade de estabelecer novos critérios e prioridades, dentre eles os cuidados com a alimentação, saúde e higienização.

Este texto contempla o caso específico da soja na sequência dos demais que já foram publicados sobre o tema, quais sejam: O Agro e a Tecnologia; “O Agro e o pós-coronavírus; e, Agricultura, pós-pandemia, negócio ou segurança alimentar?”. De plano a pergunta que ocorre é: - Qual será a estratégia do produtor diante da incerteza ou das rusgas diplomáticas do Brasil com a China, sendo que esta é responsável pela aquisição de 85% da soja brasileira que é exportada?

Este conflito tem sido aparentemente relevado pelos agentes do agronegócio, confiantes nos dados passados e apostando no recrudescimento dos desacertos entre a China e os Estados Unidos, entendendo que o modelo de negócio atual irá terminar de forma favorável ao Brasil. Com a incerteza provocada por este imbroglio diplomático é de bom alvitre trazer algumas questões para serem analisadas:

a) Os chineses estarão dispostos em firmar acordos de compra antecipada da soja a ser plantada na próxima safra, respeitadas às leis brasileiras e acordos internacionais?

b) Sendo afirmativa a resposta a questão anterior, poderiam estabelecer com o produtor brasileiro um sistema de integração, em que sejam fornecidos previamente os insumos, maquinas e equipamentos ou os recursos para o estabelecimento das lavouras?

c) Também participariam nos investimentos em logística de transportes, armazenamento, estradas e portos para o embarque da produção?

d) Na sistemática proposta há que ser fixado preço de garantia com seguro de produção e de renda. Tendo-se presente, que já está estabelecido no país um modelo de produção, com o fornecimento de recursos ou de venda de insumos, máquinas, equipamentos e comercialização da safra com tradings de multiplas origens, há que se verificar o interesse das empresas nacionais ou estrangeiras com atuação no mercado brasileiro de soja, em atuar nesse formato de integração com o produtor?

Outro ponto fundamental no modelo acima proposto é, se houver uma negociação direta com a China que já adquire 85% do produto brasileiro exportado, é necessário persistir a intermediação por companhias que hoje estão no negócio?

Os representantes dos produtores e dos governos brasileiro terão despreendimento e iniciativa para a elaboração de semelhante acordo? A montagem de uma estratégia de integração com os produtores que manifestarem interesse em participar desse modelo de negócios trará tranquilidade aos sojicultores, cumprindo-se a máxima almejada - Ao invés de plantar para depois vender, teríamos o correto que é vender para depois plantar!

 

 JOSÉ NEI TELESCA BARBOSA
ENGENHEIRO AGRÔNOMO E FILÓSOFO 




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