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20.03.2019 | Artigo

E o Irga, governador?

por Cleiton Evandro dos Santos - Jornalista e analista de mercados do arroz

 De protagonista da lavoura gaúcha, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) passou a coadjuvante durante os quatro anos de gestão do PMDB de José Ivo Sartori no governo do Estado. E nos quase três meses do PSDB de Eduardo Leite, o instituto chegou ao limbo pela indecisão – e até certa omissão – do político em definir um presidente, uma diretoria e um rumo não apenas para a autarquia, mas para o setor arrozeiro.

O que fazer, Leite sabe, e bem. Mas, uma conjuntura de precariedade econômica, o setor rachado entre dois nomes com a Federarroz e a chamada “República de Pelotas”, defendendo o nome de Guinter Frantz, atual presidente, e o movimento Te Mexe Arrozeiro e o PP, da base aliada dos dois governos, apoiando Renato Rocha.

Enquanto se mantém essa queda de braço, há um prejuízo imensurável ao instituto e à própria lavoura. Sem definir um rumo, uma meta, um projeto, um horizonte, um norte para o Irga, Eduardo Leite permite que o instituto vegete como um paciente moribundo, uma nau a deriva. Visitar a instituição por estes dias parece mais uma visita a um prédio fantasma. Os funcionários já nem perguntam “quem será o presidente”, mas “quando haverá um presidente”. A impressão que se tem é a de que o instituto foi abandonado pela atual administração estadual.

A pesquisa em arroz está sendo prejudicada, a questão salarial, perda de pesquisadores e deterioração da estrutura são alguns dos graves problemas sem qualquer sinalização de que serão solucionadas até que o governo do Estado finalmente se posicione.

Sem diretor comercial desde o final de novembro e sem diretor técnico desde 15 de janeiro, o Irga não consegue dar as respostas que o setor, em uma crise aguda, precisa e espera. A inanição do Irga reflete na lavoura, é prejuízo incalculável, é tempo perdido quando a demanda por tecnologias é urgente e uma safra de atraso em nova técnica ou insumo pode inviabilizar parte das lavouras.

Guinter Frantz, mantido até agora, não consegue dar ritmo às suas ideias ou formar sua diretoria porque ainda não tem o respaldo e a garantia de que permanecerá. Renato Rocha não nega o interesse em presidir o instituto e estranha a demora. A terceira via que era a preferida do governador, com o professor Enio Marchesan, da UFSM para a presidência, se revelou impossível quando o escolhido rejeitou ao convite.

Por fim, a dúvida somou uma série de políticos e pessoas que nada têm a ver com o setor se movimentando nas sombras partidárias e até plantando nomes na imprensa, em busca de evidência, exposição e, quem sabe, aparecer como salvador da Pátria.

A lavoura, que sustenta o Irga por meio da CDO, fica de expectadora. E não vê, mais, a menor graça nisso.

O Irga precisa de um presidente e uma diretoria, e que estejam comprometidos com um projeto de recuperação da autarquia, governador.

Para um governo que prometia nos levar rumo ao futuro, o senhor está três meses atrasado.




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comentários (14)

20/03/2019 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Muito bom e muito oportuno teu artigo Cleiton. Apenas gostaria de fazer algumas observações a respeito do que comentaste acerca dos nomes na parte inicial do artigo. O Guinter, na minha opinião é o único nome com respaldo oficial da lavoura arrozeira. Nós fizemos uma votação no conselho em dezembro e ele teve uma votação massiva e arrazadora de mais de 70% dos conselheiros presentes. Os demais quatro que tiveram votos dividiram os demais 20 e poucos porcentos. O Renato sequer ficou em segundo ou terceiro lugar. O que aconteceu depois, foi que o tal movimento Te mexe Arrozeiro, que procura sempre ser contra tudo e todas as instituições representativas (e, pelo que consta sequer possui CGC), resolveu endossar o nome do Renato, e usou para isso o meio político para colocá-lo na presidência do Irga. O PP por sua vez chegou a indicar nomes totalmente alielígenas para a presidência. Qualquer das duas alternativas seria um tremendo retrocesso aos velhos tempos, quando o governo é quem escolhia os nomes da diretoria sem ouvir ou s produtores. Não estou sequer falando da capacidade dos nomes indicados, pois qualquer um, creio que teria condições de exercer o cargo, mas trata-se de respeitar a vontade dos produtores. Ressalvo que o conselho do IRGA, é escolhido em processo eletivo em quase todos os municípios produtores de arroz. Portanto tem legitimidade.
É extremamente importante colocar também que o Guinter está realmente comprometido em reformar o IRGA, projeto que só não avançou por absoluta falta de vontade do governo Sartori. Parece que o atual governador tem vontade de avançar nesse tema. Tomara!
20/03/2019 - Dionei Veiga (São Gabriel - RS)
Walter Arns, ajudo a reavivar a tua memória, o nome do Renato estava na lista tríplice sim, quem nunca esteve na lista tríplice foi o Guinter quando na eleiçao do Sartori, que este sim foi colocado de maneira fraudulenta dentro do Irga, tu sabe bem como foi!!
O movimento TE MEXE ARROZEIRO é um movimento ainda sem cgc sim, mas ja esta sendo providenciado, movimento esse nascido da base dos produtores cansados de só pagar CDO e ver tanto corporativismo em uma instituiçao criada para nos auxiliar e que está dominada por poucos que só tem interesse nas causas próprias!!
20/03/2019 - Ademar Kochenborger (Cachoeira do Sul - RS)
Estive lendo a matéria do Cleiton e também estou surpreendido com o atraso na nomeação do novo presidente do Irga. Mas o que me indignou foi esse comentário do senhor Arns alinhado com as entidades, conheço o senhor Arns e respeito ele quanto produtor competente porém digo que ele NÃO REPRESENTA A REALIDADE DOS PRODUTORES ARROZEIROS, ele planta uma área enorme de arroz, planta na ARGENTINA, e o Mercosul não é um problema pra ele. O movimentos te mexe arrozeiro surgiu das bases descontente com as entidades que representam esse minoria de grandes produtores que vão tomar conta dos pequenos, as entidades estão sem credibilidade juntam poucas pessoas nas reuniões, enquanto que o te mexe representa a maioria dos produtores, ano passado em restinga colocou mais de 1000 pessoas. Quando a Federarroz conseguiu isso? O te mexe arrozeiro tem o apoio dos “sofredores de arroz” enquanto que as entidades estão restrito a esse pequeno grupo com mais recurso. Diante disso e do descontentamento, o abandono feito pelo guinter aos arrozeiros que vieram parar nessa situação o Te Mexe arrozeiro indica o nome do Renato Rocha para presidente do IRGA. Para tirar a dúvida da preferência, visto que os conselheiros em sua maioria não representam a vontade dos produtores, visto que o cargo de conselheiro ninguém quer assumir, e sobra muitas vezes pra quem não representa os arrozeiros. O fato de ninguém querer assumir e pelo fato do trabalho que o IRGA vem fazendo e não agradando aos produtores. Foi feito uma enquete numa página com mais ou menos 15 mil arrozeiros “galera do arroz” e os que se manifestaram mais de 80% votaram em favor do Renato. Portanto vamos ter cuidado para não achar que a vontade das elites, dos grandes, com mais voz representa a vontade dos arrozeiros. O arrozeiro do pé no barro não apoia à reeleição do guinter eles apoiam Renato Rocha e Auro Kirinus. Atenciosamente, Ademar Kochenborger presidente da união central dos rizicultores.
20/03/2019 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Dionei!
Para refrescar tua memória, na ocasião da escolha do Guinter, eu não era conselheiro do Irga, e portanto não participei dos fatos mencionados por ti. Mas acho tuas acusações de fraude gravíssimas, e penso que deverias provar essas acusações.
Na atual escolha da lista tríplice, o Renato só entrou nela porque o segundo e o terceiro não aceitaram participar. Foi isso!
Quanto ao te mexe, minha opinião é que deveriam participar das instituições já existentes, fortalecendo-as, e não ficar apostando na divisão da classe. Certamente esse pessoal teria muito a contribuir, até mesmo porque, a maioria das reivindicações são as mesmas, e o melhor a fazer é unir forças e não dividir!
21/03/2019 - Alexandre Cunha da Rosa (São Lourenço do Sul - RS)
Infelizmente as coisas não andam bem no IRGA, sabemos que a grande maioria de produtores querem Renato Rocha como presidente do IRGA.Renato tem a confiança do produtor para reestruturar a entidade e ao mesmo tempo, proteger o orizicultor de todo interesse que não for o ideal para TODA A CLASSE ORIZICOLA, INCLUSIVE PROTEJENDO-A DE CONCORRÊNCIAS PREDATÓRIAS DENTRO DO MERCOSUL JUNTO AO GOVERNO . Te Mexe. Arrozeiro hoje, é a entidade representativa, mais autêntica no meio orizicula . Deveríamos ter uma eleição ampla e democrática, para que todos pudessem expressar seus anseios






21/03/2019 - João Paulo Knackfuss (Porto Alegre - RS)
É lamentável ter a lavoura orizicola gaúcha partida em seus diversos setores, num momento que exigiria o somatório de todas as forças num único sentido. E um dos reflexos disto, interfere na indicação da diretoria do que foi o ponto de referência e excelência na pesquisa do arroz.
De um lado, o continuísmo de um modelo que beneficia apenas o grande produtor, o produtor indústria e a indústria. E que ,apesar da sua 'eficiência', ajudou a aumentar o caos na administração do Instituto.
Do outro, a imensa maioria dos produtores, que não necessariamente, se expressa na representação do Conselho Deliberativo do Irga.
A diretoria atual nem sequer conseguiu manter seus diretores atuantes, o que dizer então da pesquisa? Imperiosa faz-se a necessidade de mudança na condução do Irga.
O nome Renato Rocha, hoje, expressa a necessidade desta mudança, tão necessária para uma atividade que encontra-se em seus estertores. E aqui, fica a indignação da base da lavoura arrozeira que vem há anos , denunciando o caos que se alocou sobre o setor, mas que veementemente sofreu desmentidos inconsequentes dos que deveriam defende-la.
Que o atual governo estadual, não seja ludibriado como foi o anterior , o qual acreditou num processo eletivo recheado de dúvidas.
21/03/2019 - arrozito do irga (Porto Alegre - RS)
É fundamental e de extrema urgência a troca da diretoria do IRGA, diretoria essa que foi um verdadeiro atraso para a instituição, não produziu nada, deixou as unidades com exceção de Cachoeirinha na mingua e durante 4 anos promoveu a verdadeira 'caça as bruxas' perseguindo os funcionários antigos da casa que tentaram lutar por um IRGA forte e de qualidade. Diretoria que só se preocupou em fazer viagens pro exterior como Punta Cana e pro Deserto, ao invés de se fazer presente no estado e lutar pelos interesses do IRGA e dos produtores. Senhor Governador, por favor, retire essa Diretoria incompetente e fantoche da federarroz do nosso saudoso IRGA
21/03/2019 - Dionei Veiga (São Gabriel - RS)
Walter, tenho as provas testemunhais de pessoas que estavam presentes na referida eleiçao!
Te esclareço caso tu ainda não saiba, que o produtor médio, pequeno e micro não tem pra quem se queixar, nossas entidades não nos escutam, nossos supostos representantes nao mos ouvem, representam ou lideram, estao a mando da industria, de imteresses particulares, por esse motivo que nasceu o te mexe!
Enquanto as instituiçoes seguirem corrompidas e com tamanho dismando, estaremos fortes e unidos em prol do arrozeiro!!
O Juarez Petry esta em Brasilia defendendo nossos interesses, cadê a Federarroz??
21/03/2019 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Desculpa Dionei mas, esta tua testemunha é fictícia ou está mentindo, pois reafirmo o que disse acima: eu me elegi ao conselho qdo o Guinter já era presidente. Basta verificar no Irga!
E por falar em informação correta, quero dizer ao Ademar Cochenborger, que não planto arroz na Argentina. Existem parentes meus, com o mesmo sobrenome que plantam, ou melhor, plantavam, pois quebraram e parece que alguns se transferiram para o Paraguai.
Eu não tenho culpa de ter o mesmo sobrenome, mas tu Ademar deverias te informar melhor antes de escrever o que escreveste de forma difamatória.
Aliás não acho nenhum pecado plantar na Argentina, e eu não o faço por achar isso um mau negócio. Mas respeito a decisão de cada um.
Quanto aos comentários sobre a administração do Irga, reafirmo que vocês deveriam participar sim do conselho, e contribuir com a inteligência de vocês numa gestão mais eficiente em prol da lavoura arrozeira, mas sem discrimar entre grandes e pequenos, endividados ou não, etc. Pois sabemos que as dificuldades que estamos vivendo, atingem a todos.
Creio que votos não faltariam para se elegerem, pelo que vocês comentam.
21/03/2019 - Ademar Kochenborger (Cachoeira do Sul - RS)
Realmente acho que deveríamos somar forças, inclusive acho que as entidades deveriam estar junto com o Petry em Brasília brigando. Ao senhor Arns peço desculpas pelo equívoco, pois realmente haviam grandes plantadores com o mesmo sobrenome na argentina. Mas o fato de ser um grande plantador alinhado com as entidades, que contrastam os interesses dos arrozeiros menores continuam, e é por isso que temos candidatos diferentes. E para solução disso sugiro uma eleição democrática com votos diretos para a presidência do Irga pois no meio que vivo vejo que a maioria dos quer mudança, quer inovação um Irga funcional, como é possivel ver nos demais comentários. Quanto a questão dos conselheiros, a nossa cidade de Cachoeira do Sul, fez sua parte, se uniu e colocou o Sr. Nestor Treichel lá que é um excelente produtor e que antes de tomar suas decisões consulta a maioria dos produtores da cidade imprimindo a vontade desses. Um abraço a todos
21/03/2019 - Alexandre Cunha da Rosa (São Lourenço do Sul - RS)
O ideal seria eleições diretas entre os dois nomes. Que se modifiquem as regras e o produtor, que paga a CDO vote e escolha o presidente do IRGA em um processo eleitoral com regras transparentes , até para que se restitua a credibilidade na entidade e haja harmonia entre os produtores. É a minha opinião.
21/03/2019 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Ademar, obviamente que aceito tuas desculpas, e aproveito para desculpar-me por ter escrito teu nome com C ao invés de K. Isso não significa que eu concorde com tuas afirmações sobre o Irga ou Federarroz. Certamente teremos oportunidade de discutir isso em outra ocasião.
24/03/2019 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Camaquã e região, fecham com Renato Rocha, este nos representa. O cidadão atual presidente em nada acrescentou para classe, inerte, amorfo, vegetativo e etc.
07/04/2019 - Flavio Giuliani (Restinga Seca - RS)
Enquanto voces discutem se ta bom ou não se o governo ta certo ou errado, nós agricultores que vivemos INFELIZMENTE DESSA CULTURA, NÃO SABEMOS O QUE FAZER COM ARROZ A QUARENTA PILO, ISSO MESMO QUARENTA PILA.
NO MEU ENTENDER A SOLUÇÃO ESTA EM NÓS MESMOS, É NOS UNIRMOS, E VAMOS DITAR AS REGRAS, O SERVIÇO A TERRA AS MAQUINAS E OS CUSTOS NÓS É QUE SABEMOS, MAS PARA ISTO PRECISA UNIÃO. O QUE INFELIZMENTE NÃO TEMOS, SOMOS MUITO ACOMODADOS.
OLHEM O EXEMPLO DA GM, ' SENÃO NOS DEREM INCENTIVO VAMOS FECHAR ', O QUE ACONTECEU, GANHARAM.
OBS: ELES NÃO PRODUZEM COMIDA, E SIM CARROS DE LUXO.
' ENTÃO PESSOAL VAMOS AVISAR A QUE QUISER OUVIR QUE NÃO VENDEREMOS ARROZ POR MENOS QUE O CUSTO DE PRODUÇÃO ',
FLAVIO OLIVEIRA GIULIANI, ( INFELIZMENTE ARROZEIRO ), RESTINGA SECA
RS.
EM TEMPO: PODEM ME INFORMAR SE AINDA FUNCIONA A FEDERARROZ ?

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