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01.05.2018 | Clima

O contraste de chuva e o contraste na safra de soja no RS

por Anderson Haas Poersch* e Equipe SimulArroz - *Estudante de Meteorologia

Figura 1 – Normal climatológica de precipitação acumulada para o período de novembro a março (A) e precipitação acumulada (B) no período de novembro de 2017 a março de 2018 para o estado do Rio Grande Figura 1 – Normal climatológica de precipitação acumulada para o período de novembro a março (A) e precipitação acumulada (B) no período de novembro de 2017 a março de 2018 para o estado do Rio Grande

A colheita da soja está sendo finalizada no Rio Grande do Sul (RS). Segunda a Emater-RS/Ascar, na quinta-feira passada, 26/04, 91% da área semeada com soja no RS havia sido colhida e a perspectiva é que nesta próxima semana a colheita da oleaginosa será praticamente toda concluída no RS. A estimativa da produtividade média de soja no RS pela Emater nesta safra é de 3 t/ha (50 sacos/ha), o que é uma produtividade muito boa, pois é similar á média na safra 2015/16, ano do El Niño forte que surpreendeu a todos pelo alto volume de chuva na primavera daquela safra.

Se a média de produtividade da soja este ano é de 50 sacos, isto significa que muitos produtores tiveram produtividades muito maiores, de até 5 t/ha (83 sacos/ha), conforme relatos da Emater. As baixas produtividades de soja no RS este ano ficaram concentradas na metade sul do estado, principalmente em partes das regiões da Campanha e na Zona Sul, em função da estiagem que prejudicou as lavouras.

A estação de crescimento da soja no RS vai, em geral, de novembro a março. Nestes cinco meses, a chuva é o fator ambiental que mais define o potencial de produtividade da soja. Em novembro, a umidade do solo define o estabelecimento inicial das plantas, iniciando assim a construção da produtividade da lavoura. Em dezembro e janeiro, a área foliar (área de todas as folhas da planta por unidade de área disponível para a planta crescer e explorar os recursos do meio) se estabelece. Já fevereiro e março é o período em que a maior parte dos componentes de produtividade de grãos se define.

O período de novembro até março no estado do Rio Grande do Sul.

Podemos observar que em boa parte do estado a normal climatológica é superior a 600 mm nesse período, diminuindo na faixa leste, Zona Sul e Campanha onde os valores normais são inferiores a 500 mm. Já a precipitação acumulada que ocorreu de novembro/2017 a março/2018 (Figura 1B), teve maiores volumes de precipitação nas regiões centro e norte do estado com destaque para pontos do noroeste do estado, onde superou os 900 mm.

Na parte centro sul do estado a precipitação foi inferior a 500 mm, com destaque para o extremo sul do estado que em alguns pontos a precipitação ficou inferior a 200 mm nesse período. Conclui-se, assim, que o período de novembro de 2017 a março de 2018 teve precipitação dentro ou acima da normal climatológica na parte centro/norte do estado enquanto a parte Centro/Sul teve precipitação abaixo da normal climatológica, destacando-se a Campanha e o extremo sul gaúcho.

Mas quanto de água o produtor precisa na sua lavoura de soja para produzir bem? Ao longo do ciclo de desenvolvimento da soja, uma lavoura com elevado potencial de produtividade necessita de aproximadamente 800 mm de água para expressar seu potencial (Figura 2), sendo a distribuição regular das chuvas e/ou irrigações ao longo do ciclo um fator crucial, e que precisa atender principalmente as demandas nos períodos mais críticos. Esta informação está no livro “Ecofisiologia da soja visando altas produtividades”, que a Equipe SimulArroz vai lançar em junho este ano no Congresso Brasileiro de Soja.

Analisando a chuva que ocorreu nesta safra (Figura 1B), nota-se que na metade sul do RS os volumes de chuva não atingiram os 800 mm necessários para a cultura da soja durante esta safra. Já na metade norte, os 800 mm foram atingidos na maior parte da área. Esta diferença de chuva explica o contraste na colheita de soja este ano no RS: a metade norte teve soja boa, principalmente quem semeou até 10/11, e a metade sul teve produtividades muito baixas.




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