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01.03.2018 | Safra | artigo inédito

A mudança de paradigmas é imprescindível para a lavoura arrozeira

por Marco Aurélio Marques Tavares - Administrador de Empresas e Produtor Rural

A adoção da monocultura do arroz nas áreas de várzea no RS, aliada a outras conjunturas, está conduzindo essa milenar cultura ao ocaso, bem como, a exclusão de um grande número de arrozeiros desse importante e vital setor produtivo.

A rotação de culturas (soja) tão largamente propalada tem que ir para o campo, ou mais especificamente para as várzeas. O crescimento expressivo da soja na “várzea” nos últimos anos tem ocorrido em substituição às áreas de pousio (preparo de verão) ou áreas de pecuária e nas grandes propriedades que apresentam alta estrutura tecnológica e financeira, ou seja, atualmente, não impacta na área de semeadura da cultura do arroz no estado, que se mantém estável, independentemente do clima, do mercado e das crises, como se percebe nos últimos anos.

Os benefícios da soja na várzea são inúmeros, a começar pela supressão/redução do arroz vermelho, principal fator de redução na produtividade e na qualidade do grão comercial. Mas, podemos enumerar ainda a reposição de macronutriente (nitrogênio) possibilitando expressivo aumento na produtividade e no vigor da próxima lavoura de arroz; a integração com a pecuária, pela utilização de gramíneas (azevém ou aveia) após a colheita da leguminosa; reestruturação dos solos e da drenagem da propriedade; otimização do uso do maquinário.

Estes são alguns argumentos para a redução nos custos da lavoura de arroz, tão importantes neste momento, pois áreas altamente infestadas se tornam inviáveis pelo custo ou pelo desempenho agronômico e não serão plantadas. Além disso, comprometem a produtividade média. A rotação de culturas propõe uma mudança na visão do sistema produtivo da propriedade e traz a diversificação de renda associando um novo produto, que afinal está valendo o dobro do cereal. A expecativa é de que a soja alcance em curto prazo U$ 11/Buschel ou próximo a R$ 80 a saca. A liquidez e a profissionalização do mercado da soja contrasta com o amadorismo, canibalismo e a ineficiência da comercialização do arroz.

Considerando esses fatores e a atual e gravíssima situação da lavoura arrozeira, a implantação da soja na várzea, em maior escala, evidentemente que, mitigando seus riscos, a situação fundiária (65% são arrendatários) e buscando a estabilidade da cultura, principalmente, na reconversão de áreas inçadas e de baixas produtividades para a oleaginosa, poderá determinar assim e efetivamente um processo de substituição e redução na área de arroz e também, no aumento da renda, através da utilização de uma nova CULTURA na propriedade.

O papel das entidades setoriais, lideranças e técnicos é que poderá levar ao arrozeiro o conhecimento, as tecnologias e essa conscientização da necessidade de mudança no perfil dessa fundamental cultura para o Rio Grande do Sul e para o país.




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