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05.01.2018 | Safra

O futuro da orizicultura... ou a orizicultura sem futuro!

por Marco Aurélio Marques Tavares - Administrador de Empresas e Produtor Rural

A crise atual da orizicultura me faz voltar no tempo e reviver a grave situação que a lavoura gaúcha passou em 2000. Algumas situações evoluíram...outras nem tanto.

O Rio Grande do Sul representava apenas 45% da produção nacional, hoje evoluiu para surpreendentes 70% da produção.

O arroz de sequeiro, que era uma grande ameaça na época... sucumbiu.

O arrozeiro gaúcho se profissionalizou dentro da porteira; as exportações se tornaram uma viva realidade e o país se enquadrou entre os dez maiores players mundiais e foram criadas outras plataformas de demanda.

O MERCOSUL desenvolveu uma estratégia conjunta de exportar seus excedentes para terceiros mercados e evitar a competição predatória;

A soja entrou na várzea como rotação e alternativa de cultivo e as entidades setoriais uniram-se e desenvolveram estratégias conjuntas para fortalecer o setor produtivo;

Todas as diferentes representações da lavoura buscaram a convergência e proporcionaram o nascimento de novas lideranças com uma FOCO pró ativo e não reativo e a Cadeia Produtiva, apesar das dificuldades, conseguia varias vezes, se articular como SETOR, esquecendo da premissa “ que uma cadeia é medida pela capacidade de suporte do seu ELO mais fraco” e se dando conta, que praticamente tinha o oligopólio do principal e indispensável produto na mesa do consumidor nacional, o ARROZ.

O cereal fazia parte, quase cotidianamente, da mídia e os veículos de comunicação davam ampla repercussão a esse essencial e vital setor...

Mas principalmente, a capacidade de MOBILIZAÇÃO do arrozeiro, sua INDIGNAÇÃO com a situação, de termos a coragem e a ousadia de fechar uma BR 101, aonde grande parte do escoamento da produção vai para os grandes centros de consumo, e outros locais vitais... servindo como um clamor social de que a situação se tornou INSUSTENTÁVEL e que a sociedade de consumo, a mídia, as autoridades (in) competentes tinham que tomar conhecimento e reconhecimento daquela realidade... e de ser, dentre todas as cadeias do Agro brasileiro, a única, que o principal VETOR de ação de mudança é o ARROZEIRO!

Estamos numa crise histórica, em plena entressafra!!!!

E hoje, onde estamos, o que queremos, o que fazemos e... aonde vamos chegar?




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comentários (3)

07/01/2018 - Carlos Azambuja (Camaquã - RS)
Muito fácil de responder, aliás o consultor Carlos Cogo já respondeu em seu artigo recente: o arroz de hoje é o trigo de amanhã, ou melhor, a mesma situação do trigo nos dias de hoje, só que o amanhã já chegou, é agora.
Não há futuro para o arroz, não se iludam, faz décadas que só piora.
Enquanto este Tratado, o famigerado MERCOSUL, existir não a perspectiva de melhora, antes era o Uruguai e Argentina, hoje é o Paraguai. Não há mais nada a dizer.
08/01/2018 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
O autor afirma “O Mercosul desenvolveu uma estratégia conjunta para exportar seus excedentes para não haver uma competição predatória”.
O articulista está redondamente enganado nesta colocação, pois sabemos que todos os membros do Mercosul competem nos mesmos mercados, e o pior, competem em vantagem contra o nós, devido ao nosso custo Brasil.
Além disso eles também vendem muito no nosso mercado interno, apesar de
sabermos que somos autossuficientes e termos muitas vezes excedentes exportáveis.
Estranho esse tipo de comentário justo quando a Federarroz está estudando ajuizar o Acordo Mercosul, exatamente por causa da concorrência desigual que eles fazem conosco.
Além disso, também acho que os problemas de mercado certamente não se resolvem obstruindo rodovias, dificultando ou impedindo o direito de ir e vir dos outros.
09/01/2018 - Caio Marques Pimenta (porto alegre - RS)
Sendo o arroz um produto da cesta básica, acredito que a saída seria tentar trabalhar em cima de politicas com subsídios do governo, não tem como aumentar demasiadamente o preço de um produto item da cesta. Os insumos que são usados como uréia, adubo, óleo diesel e principalmente energia elétrica deveriam chegar ao produtor com preço de custo, ou com um valor reduzido, para podermos ser competitivos com o restante do Mercosul.

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