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10.03.2010 | SAFRA - por Federarroz

Banco do Brasil reduz percentual de garantias para o EGF

A exigência de garantia de 125% do valor contratado em EGF pelo arrozeiro foi reduzida para 115%

O superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, Clenio Teribele, anunciou nesta quarta-feira (10/3), o atendimento de mais uma demanda encaminhada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), referente à desoneração dos encargos dos produtores para o acesso ao crédito de comercialização e custeio. Dessa vez, a boa notícia para o setor está ligada à redução do percentual de garantias para a contratação de Empréstimo do Governo Federal (EGF).

A exigência de garantia de 125% do valor contratado pelo arrozeiro foi reduzida para 115%. A retirada de 10 pontos percentuais era uma demanda encaminhada ainda em 2009 pela Federarroz, com apoio do Irga e da Farsul, ao Banco do Brasil. “É um anúncio importante, pois antes com uma saca de arroz de 50 quilos, o produtor tinha acesso a até R$ 20,64 de financiamento, e agora passará a ter um crédito de R$ 22,43 por saca”, informou Renato Rocha, presidente da Federarroz. Ainda segundo o dirigente arrozeiro, a diferença incrementa R$ 1,79 por saca, ou 8,6% do valor financiado. “Esse é o resultado não só de uma luta do setor, mas também de uma negociação que tem sido frutífera entre a cadeia produtiva e o Banco do Brasil”, citou.

Ainda segundo Renato Rocha, neste momento em que há uma retração dos preços no mercado brasileiro em razão da chegada da safra e a expectativa de uma oferta de produto novo, é importante que os arrozeiros saibam usar o EGF para equalizar a comercialização. No Rio Grande do Sul, o Banco do Brasil disponibilizou R$ 600 milhões, com prazo de vencimento de até 180 dias (inclusive direto, em uma parcela, se for o caso).

Rocha ainda lembrou que a Federação dos Arrozeiros encaminhou ao Ministério da Agricultura e à Conab, juntamente com outras entidades, a solicitação de contratos de opção para o arroz já a partir de março, como forma de buscar estabilidade ao mercado e um referencial futuro de preço. O setor aguarda uma resposta do governo federal.

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