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19.05.2017 | ANáLISE DE MERCADO - por Cleiton Evandro dos Santos – AgroDados/Planeta Arroz

O dólar subiu, vamos exportar arroz?

Salto do dólar não representa embarques imediatos, mas uma eventual estabilização da moeda americana em patamares mais altos pode ajudar na recuperação de preços internos

O vazamento de gravações que colocam sob risco a permanência de Michel Temer na presidência da República, e a confirmação de que está sendo investigado por corrupção, movimentaram o mercado financeiro nas últimas 36 horas e trouxeram grande expectativa também para os preços dos produtos agrícolas e pecuários.

A variação negativa de 8,8% no mercado de ações na Bovespa e a disparada do dólar, que pulou de R$ 3,13 na quarta-feira para R$ 3,38 na quinta-feira (+8,15%), com pico de R$ 3,43, geraram um turbilhão de especulações e movimentações nos mais diferentes mercados. No agronegócio, muito pautado pela relação cambial, não foi diferente. Entretanto, apenas a soja apresentou reação imediata nos preços em reais.

No mercado do arroz a pergunta imediata que mais ouvi ontem por diversos produtores, agentes de mercado e industriais foi:

Com essa alta do dólar vamos exportar mais arroz?

Muita calma nessa hora. O mercado do arroz não funciona de forma instantânea e é preciso entender algumas de suas engrenagens para fazer um prognóstico.

Em primeiro lugar, a contaminação da economia brasileira pela crise política – embora não seja novidade – vai trazer impactos inevitáveis, então a tendência é de que o dólar busque uma nova referência, possivelmente em torno de R$ 3,50, segundo alguns economistas, e até próximo de R$ 4,00 conforme outros analistas.

O certo é que somente este fator, o político, está influenciando o câmbio, uma vez que em quase 100% dos países o dólar vem depreciando frente às moedas locais por conta do risco “Trump” entre outros fatores.

Em segundo lugar, é importante observar que o questionamento dos arrozeiros está diretamente associado ao fato de que, com a abertura de uma janela para a exportação de maiores volumes de arroz – e a consequente redução das compras do Mercosul – há um natural enxugamento do mercado interno que pode acelerar a recuperação das cotações nacionais.

Vale lembrar que atualmente há cargas de arroz do Paraguai que chegam a Foz do Iguaçu, no Paraná, entre US$ 10,70 e US$ 11,00. Pela cotação do dólar de quarta-feira, dia 17, os valores ficariam de R$ 33,49 a R$ 34,43 em equivalência 50 quilos (casca, 58x10). Já com a cotação final da moeda estadunidense na quinta-feira, o valor se eleva para R$ 36,17 a R$ 37,18, muito próximo dos valores praticados no Mato Grosso, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Ou seja, mantida ou aumentada a relação cambial, os preços em dólar do arroz paraguaio precisarão baixar para se manterem competitivos. Se a cotação batesse realmente na casa dos R$ 3,50, a saca paraguaia bateria na fronteira com o Paraná entre R$ 37,45 e R$ 38,50. No entanto, até as 10h09minutos desta sexta-feira, dia 19, as cotações se apresentavam em queda de 2,5% para R$ 3,31. Neste patamar, a correlação da saca fica em R$ 35,42 e R$ 36,41, pouco para uma produção média que custa R$ 44,00 e para preços de mercado, atualmente, entre R$ 38,00 e R$ 39,00.

A alta do dólar de um dia para o outro, e isso deve ficar claro, não quer dizer que as tradings e indústrias consigam fechar um contrato de exportação de arroz aproveitando o pico de valor. As empresas operam determinando o travamento de preços, em geral pela média de um período, o que dá garantia a ambas as partes para o negócio. A situação política ainda vai gerar sobressaltos e repiques no câmbio e na Bolsa, mas os primeiros negócios mais vultuosos de venda internacional pelo arroz gaúcho ainda dependem de uma estabilização do dólar em patamares mais altos.

De qualquer maneira, a nova média a ser estabelecida para travar os preços já deverá ser mais alta. E isso, pode ajudar. Um navio de 24 mil toneladas de arroz (base casca) para a Nicarágua está sendo carregado (à moda gaúcha, com caçamba e guindaste). Os valores: R$ 40,00 por equivalência saca (50kg) colocado no porto, em Rio Grande (RS), sendo grão de 57% acima, com até 3% de gessado, 7% de barriga branca e 13% de umidade. O preço do frete restringiu a compra à região próxima do porto.

O fato de a Bolsa ter aberto recuperando perdas de quinta-feira, o dólar em queda, não quer dizer que o turbilhão acabou. Mas, sinaliza que o mercado começa a absorver o golpe baixo recebido na quarta-feira e estabelecer mecanismos de proteção à contaminação política.

A expectativa de recuperação gradual nos preços do arroz no mercado interno está mantida, independentemente disso. Mas, é certo que um câmbio favorável, isto é, com o dólar mais valorizado, poderá determinar se ocorrerá de forma mais rápida ou mais lenta, regulando o fluxo de ingressos e saídas do produto no mercado brasileiro.

Se o Brasil encontrar formas de exportar, equilibrará a oferta e a demanda interna e manterá os preços domésticos mais altos. Seria o ouro. A meta é superar os R$ 44,00 de média do custo de produção, mas atualmente a saca segue cotada a R$ 39,00 na maioria as regiões. 

ESALQ

Nesta quinta-feira, dia 18 de maio, o indicador de preços do arroz em casca (58x10) Esalq-Senar/RS registrou comportamento normal, cotado a R$ 38,90 colocado na indústria. O preço acumula alta de 0,73% no mês e, em dólar, pela cotação do dia, baixou a US$ 11,50. No mercado livre gaúcho segue entre R$ 38,00 e R$ 39,00 a saca, entre R$ 39,00 e R$ 40,00 em Santa Catarina e abaixo de R$ 38,00 no Mato Grosso (para 60 quilos – 55% acima). No Litoral Norte, o aumento da demanda de algumas empresas por variedades nobres gerou leve aumento nas cotações das variedades Puitá, Guri, 409 e 417.




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comentários (2)

19/05/2017 - Edereson Diehl ( - AC)
Muito boa análise. Esperemos q o dolar se mantenha em patamares sustentáveis para q a soja possa se vendida pra pagar os custos do arroz. O maior absurdo é ouvirmos q o banco central liberou QUATRO BILHÕES PRA SEGURAR O DOLAR. PORQUE ELES NO LIBERAM OS CUSTEIOS COM ESSA VELOCIDADE QDO PRECISAMOS. COM TODAS ESSAS ALCATROAS ,VEMOS QUE PAGAMOS ALTOS IMPOSTOS NOS COMBUSTIVEIS PRA ESSES LADRÕES DO PODER. AS REFORMAS VISAM PENALIZAR O POVO PARA QUE CONTINUE SOBRANDO DINHEIRO PRA ELES TEREM DE SERÁ PRA ROUBAR O POVO BRASILEIRO.
24/05/2017 - volmar ltda (Santo Ângelo - RS)
Realmente a unica salvação da lavoura arrozeira este ano é o aumento do dólar.Dificultaria a entrada do produtos dos ´hermanos´e facilitaria a exportação. Tenho notado uma certa disparidade no indicador ESALQ,para baixo,pois na prática não se consegue aquisição de arroz variedades nobres por menos de 42,00.

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