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12.06.2017 | ANáLISE DO MERCADO INTERNACIONAL - por Patrício Méndez del Villar / InterArroz - CIRAD

Preços mundiais em forte alta

Maio registro alta acentuada nas cotações da Tailândia, que puxa outros asiáticos e os EUA a melhores cotações

imagem Embarques tailandeses aumentaram em maio Foto: Divulgação

Em maio, os preços mundiais do arroz subiram significativamente, registrando a maior alta mensal desde meados de 2014. A informação é do informativo mensal do mercado global do arroz (InterArroz) publicado pelo economista Patrício Méndez del Villar, do Cirad francês. Segundo ele, os preços tailandeses pesam nas tendências internacionais devido à redução dos estoques públicos e a reativação das vendas externas.

Mas, ao mesmo tempo, em outros mercados de exportação, na Ásia e nos Estados Unidos, os preços seguem marcando altas moderadas, em especial no Vietnã, onde preços mais competitivos estimulam as exportações. O economista cita que o comércio mundial deve aumentar 4,8% em relação a 2016 em função da reativação da demanda de importação do Oriente Médio e da África subsaariana.

Os exportadores asiáticos esperam assim incrementar suas vendas em 2017. A maioria dos exportadores já superou o atraso em suas vendas em relação ao ano anterior na mesma época. Em maio, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) subiu 6,7 pontos para 194,1 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 187,4 pontos em abril. No início de junho, o índice IPO seguia firme em torno de 205 pontos.

Produção e Comércio Mundiais

Segundo a FAO, a produção mundial em 2016 aumentou 1,5% para 750 milhões de toneladas de arroz em casca (499Mt base beneficiado) contra 740 Mt anteriormente. Este aumento se deve principalmente ao incremento das áreas semeadas, que se beneficiaram de condições climáticas normais com chuvas abundantes, com destaque para o Sul da Ásia.

Por outro lado, no sudeste asiático e nas regiões orientais, os resultados têm sido fracos, em especial na Indonésia, Vietnã e China. Na África, as colheitas foram satisfatórias em quase todo o continente, salvo nas regiões ao sul, onde as culturas enfrentaram dificuldades por causa da seca provocada pelo fenômeno climático El Niño.

Esta anomalia climática também afetou a produção na América Latina e no Caribe.

No Mercosul, as colheitas estão terminadas e serão boas, especialmente no Brasil onde a produção havia melhorado 14%. Na América do Norte também a produção se recuperou de maneira expressiva graças a um incremento das áreas arrozeiras e melhores rendimentos.

Em 2016, o comércio mundial caiu 7% para 41,6Mt. Trata-se do volume mais baixo dos últimos cinco anos devido à redução da demanda asiática e ao pequeno crescimento da demanda africana.

Pelo lado da oferta, todos os exportadores foram afetados pela redução do comércio mundial, salvo Tailândia e Paquistão, onde as exportações se mantiveram relativamente estáveis.

Segundo as últimas projeções, o comércio mundial em 2017 deve crescer 4,8% ultrapassando 43,6Mt. Ainda assim, este nível seria inferior ao recorde de 45,5Mt em 2014. Os estoques mundiais de arroz ao final de 2016 teriam diminuído 2% a 171,3Mt.

A contração afetou principalmente a Índia e a Tailândia, onde as autoridades públicas prosseguem suas políticas de redução dos estoques. Em 2017, as reservas globais poderiam permanecer estáveis em torno de 171Mt; um nível considerado confortável, equivalente a um terço do consumo mundial.

Atualidade do mercado mundial 

Na Tailândia, os preços do arroz subiram acentuadamente, de 9 a 10% em um mês. Foi a maior alta mensal desde meados de 2014. Os preços domésticos também subiram como resultado da forte demanda para o mercado de exportação, com destaque para a China, seu principal cliente.

Os antigos estoques públicos caíram bastante, mas permanecem perto de 5Mt, das quais um terço seria impróprio para consumo humano. As perspectivas de produção em 2017 se anunciam boas graças a um aumento das áreas cultivadas. Em maio, as exportações ultrapassaram 1Mt contra 0,93Mt em abril, um volume acumulado 10% superior em relação a 2016, na mesma época.

Em maio, o Tai 100% B subiu para US$ 408/t Fob contra US$ 374 em abril. O Tai parboilizado também se revalorizou a US$ 406 contra US$ 375. Por outro lado, o arroz quebrado A1 Super baixou 2% para US$ 324 contra US$ 331 em abril. No início de junho, os preços se mantinham firmes.

No Vietnã, as cotações do grão aumentaram 2% em um mês. As vendas externas seguem melhorando, atingindo 550.000 t contra 540.000 t no mês anterior. As exportações acumuladas marcariam, assim, um avanço de 4% em relação à mesma época de 2016. No entanto, as previsões para 2017 indicam uma contração das exportações vietnamitas devido à redução da demanda do Sudeste Asiático.

As vendas com destino à Africa subsaariana também podem diminuir por causa da forte concorrência entre exportadores asiáticos. Em maio, o Viet 5% subiu para US$ 362/t contra US$ 355 em abril. O Viet 25% se revalorizou para US$ 342 contra US$ 335. No início de junho, os preços se mantinham firmes.

Na Índia, os preços externos se mantiveram relativamente estáveis, em especial nas categorias de baixa qualidade. As disponibilidades exportáveis continuam baixando, mas as perspectivas de colheita em 2017 são promissoras graças às boas condições climáticas. A produção de arroz pode, assim, aumentar 4,3%, alcançando um recorde de 109Mt (arroz beneficiado).

Em maio, o arroz indiano 5% marcou US$ 396/t contra US$ 391 em abril. O arroz indiano 25% se manteve quase inalterado a US$ 367. No início de junho, os preços estavam estáveis.

No Paquistão, os preços de exportação subiram 4% em um mês, como resultado das baixas disponibilidades de exportação. A contração acumulada dos preços externos ultrapassa 15% nos últimos três meses. As perspectivas de exportação parecem melhorar graças aos novos acordos comerciais com países do Oriente Médio.

No entanto, as previsões de vendas externas para 2017 ainda indicam um declínio de 7% para 4Mt contra 4,3Mt em 2016. Em maio, o Pak 5% foi cotado a US$ 400/t contra US$ 380 em março. No início de junho, os preços mostravam estabilidade.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação seguem firmes, com valorização de 2 a 3% em um mês. As perspectivas de plantio indicam uma possível contração das áreas arrozeiras. Apesar das incertezas sobre o futuro das relações comerciais com o México, este último continua sendo seu principal cliente, representando mais de 30% das exportações de arroz dos EUA.

O preço indicativo do arroz Long Grain 2/4 foi de US$ 477/t contra US$ 466 em abril. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros do arroz em casca subiram 6%, marcando uma média mensal de US$ 232/t contra US$ 219 em abril. No início de junho, os preços futuros seguiam firmes em torno de US$ 244/t.

No Mercosul, os preços internacionais permaneceram estáveis. A nova safra está terminada, marcando um aumento acentuado na produção graças a melhor produtividade, especialmente no Brasil e no Uruguai. Já a colheita na Argentina seria menor devido a uma redução nas áreas plantadas. No Brasil, as exportações acusam uma queda de quase 50% sobre o ano anterior, no mesmo período.

Altos custos de produção seriam um obstáculo para as exportações brasileiras. Em maio, o preço indicativo do arroz em casca no Brasil caiu apenas 2%, para US$ 243/t contra US$ 249 em abril. No início de junho, o preço do arroz seguia baixando para US$ 240.

Na África subsaariana, de acordo com as últimas estimativas, a produção de arroz teria melhorado em 3%, graças a uma extensão das áreas arrozeiras e boas chuvas, especialmente na África Ocidental. Graças a este aumento, o nível das importações em 2016 foi um dos mais baixos dos últimos cinco anos.

A redução da demanda de importação ocorreu nos principais importadores (Nigéria, Costa do Marfim e Senegal). Na Nigéria, as autoridades também estão tentando reduzir as importações via contrabando por terra. No entanto, as primeiras projeções para 2017 indicam um aumento de 2% nas importações de arroz africanas.

O relatório completo está em nossa área de downloads.




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comentários (12)

13/06/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Com a redução dos estoques mundias. O aumento geométrico da população no planeta. O crescimento da fome. E aqui no Brasil temos que produzir menos porque não temos mercado para exportar e, mesmo autosuficientes, temos que importar arroz. O Brasil tem que ser estudado. É uma cultura única. Aqui quem produz tem que ter o suficiente apenas para se manter. Se criassemos o Tio Ratalino Futebol Clube com certeza ganhariamos muito mais do que plantar arroz. Tai o custo de R$ 48,38... Quando vão elevar o preço minimo??? Vamos ter que trabalhar 5 anos no vermelho para o governo garantir os direitos do produtor??? Ou a coisa está boa e todos estão satisfeitos???
13/06/2017 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Aumentar preço mínimo? Pelo amor de Deus. Isso seria o pior dos mundos para nós produtores. Um verdadeiro retrocesso. Se isso realmente ocorresse, a consequência seria a estatização da nossa atividade. Já não bastam os petrolões da vida???
13/06/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Seu Valter. Tem muita gente quebrada... Quem está bem e não são muitos . Quem está mal poderia Agfar ou ter que deixar menos arroz em garantia pro banco nos EGFs. Por outro lado, a industria que adora pagar menos ficaria compelida a pagar um valor mais justo sob pena de responder judicialmente no futuro. Vão dizer que o que manda é a lei da oferta e da procura. Mas essa soluçao de aumentar o preço minimo seria uma forma do governo ter um estoque publico nao muito alto é óbvio para fazer suas doaçoes humanitários e ao mesmo tempo não suficiente para interferir no mercado a curto, longo e médio prazo. O que aconteceu em 2010 e anos anteriores foi que pessoal plantou demais, colheram milhoes de toneladas que nao foram absorvidas pelas industrias e deu no que deu. Voces viram no que deu. Eles nao poupam ninguém e baixaram o preço para R$ 17... Na região de Santa Maria foi publicado na ediçao do Diario de ontem que os produtores estão desestimulados e vão parar de plantar arroz. Talvez seja essa uma soluçao. Depender de exportaçoes que são comandadas pela própria indústria é o mesmo que acreditar que o rato vai doar todo o seu queijo e o gato o seu peixe. O que fazer então para evitar o retrocesso Seu Valter???
14/06/2017 - Eduardo Farias (Camaquã - RS)
O problema do Brasil são os chamados “fracos” ou aqueles que “nadam contra a corrente”. Deveríamos fazer a conta de baixo para cima, ou seja, custo de produção na lavoura + lucro produtor + custo de produção indústria + lucro indústria + impostos + fretes = preço para o varejo. Se todos vendessem arroz a por exemplo, R$ 80,00 o que dá míseros R$ 2,67 por quilo + a margem do supermercado de 20%, daria um preço de venda de R$ 3,35 em média para o consumidor. AINDA ASSIM MUITO BARATO, se compararmos ao custo benefício de alimentar uma família de 4 pessoas por no mínimo 2 dias o que dá menos de R$ 0,50 por pessoa POR REFEIÇÃO...
Se todos tivéssemos o mesmo raciocínio, ganharíamos dinheiro....PENA QUE EXISTE MUITAS INDUSTRIAS E O PESSOAL DE SANTA CARATINA QUE SOMENTE QUEREM TIRAR PEDIDO E NÃO PENSAM EM LUCRO PARA A CADEIA....
14/06/2017 - Antonio Paulo (Três Cachoeiras - RS)
Conversa fiada....o varejo não quer comprar produto caro pois tem um monte de idiota vendendo barato. Vou citar alguns casos vivenciados na ponta de marcas que somente querem saber de preço barato. Blue Soft, Kiarroz, Kika, Caçarola, Pampeano, Brilhante, Fazenda, Chinês, Sepé, Italianão, Flora, Butuí, POP, Coradini, Bianco, Predileto, entre vários outros...... UMA SUGESTÃO: COMPREM ESTAS MARCAS E LEVEM AO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PARA FAZER ANÁLISE.....SE PASSAREM EM TIPO 1 OU 2 MUDO DE NOME.....MULTA NELES, QUE OS PREÇOS SOBEM !!!!!!!
14/06/2017 - joão ferreira das graças graças (Cabo de Santo Agostinho - PE)
Bom dia tenho bastane a demiração por este projeto a onde as informações são bem clara
14/06/2017 - Fernando Moura Nasib (São Borja - RS)
O Sr. Antonio Paulo tem toda razão.

E quem deveria ajudar nessa fiscalização é o próprio produtor.
Se cada produtor entrar em um supermercado de sua cidade, pegar um pacote daquele produto ofertado ao menor preço e envia-se para o Ministério da Agricultura, com certeza o preço do arroz em casca mudaria de patamares.

Existe arroz embalado em pacote de tipo 1 a 8,89, e a olho nú podemos ver que se efetua-se uma classificação seria arroz Abaixo Padrão.
Isso é um absurdo....e ninguém faz nada.

A denuncia pode ser efetuada de forma anonima, no site do Ministério da Agricultura.

Vamos se mexer pessoal .....
14/06/2017 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Flavio: imagine um preço mínimo de 50, ou 45 que seja. nem falo nos 80 mencionado por um colega acima. O que tu achas que vai acontecer com a produção brasileira? Se com o preço mínimo atual já temos superprodução, o que poderia acontecer com um incentivo maior?
O que está ocorrendo é que existem incentivos, hoje em dia mais por parte da indústria do que do sistema oficial, de créditos para que nós produtores sigamos produzindo mais do que a necessidade. Podemos criticar as indústrias e nisso dou razão a quem o faz, contra a concessão de créditos da forma como está sendo feito. Só que ninguém é obrigado a tomar esse tipo de crédito. E a indústria tá na dela, pois o interesse que tem é o de internar enormes quantidades de arroz barato na safra. E não adianta ficar criticando a indústria se é o tomador, ou seja, nós produtores que pedimos os recursos. E muitas vezes o fazemos no desespero, ou sem maiores critérios, e entramos num jogo onde nos afundamos cada vez mais.
No fim das contas sempre prevalece a lei da oferta e procura. E eu faço questão de mencionar isso pois ninguém até hoje me provou o contrário.
Tu mencionaste também estoques públicos, que não deveriam ser muito grandes, etc. Pergunto quem vai controlar isso? Nunca se conseguiu até hoje e certamente não vai ser agora que vamos conseguir. Prefiro apostar que os produtores façam o que muitos comentam aqui neste site, que não tomem decisão de plantio sem antes examinar bem seus números, para ver se não vão plantar para outros ganharem.
14/06/2017 - Edereson Diehl ( - AC)
Seo Antonio Paulo fico feliz q você não compactue com aqueles q colocam arroz inadequado no fardo fora do padrão q vai na embalagem, eu já vi algumas vezes arroz tipo2 em embalagem de tipo 1. Mas me admiro os supermecados compactuarem com isso, esses sim deveriam receber multa também por estarem vendendo um produto alterado.
14/06/2017 - flavio evandro schmidt (santa maria - RS)
Seu Valter, acontece que esse pessoal para nao perder o patrimonio ou tentar tirar o talo em ano de preço bom (tipo R$ 52 do ano passado) pega e planta sem imaginar que o preço pode despencar para R$ 35 na outra safra... Se o governo tirasse do mercado via AGF durante a colheita a quantia maxima de 1 milhão de toneladas (que não seria suficente para atrapalhar o mercado no futuro mas que não deixaria os preços despencar tanto na safra) talvez isso interferiria na lei da oferta e procura nesse período tão conturbado... Acho muito dificil os CPRs pararem de plantar pois esse é o ganha pão deles a menos que passem calote nos seus financiadores... Tenho esperança que eles cansem de trabalhar de graça... Seu Valter, nosso país é diferente... A lei da oferta e procura funciona em sua plenitude em países com economia de mercado. Liberdade. Aqui não há liberdade... Aqui há manipulação e abuso do poder econômico... Aqui é o país dos espertos e malandros. Dos agiotas e exploradores... Asui é Brasil !!!
15/06/2017 - Walter Arns (Uruguaiana - RS)
Flavio: como podes ver na minha postagem, meu nome é com W.
Por outra, lendo o teu texto, vejo com satisfação que concordas comigo em quase tudo o que comentei. Mas ainda insistes que a lei da oferta e procura pode e deve ser manipulada, e achas que isto deve ser feito pelo Estado brasileiro. Justamente esse Estado que está mostrando ao mundo inteiro um nível de corrupção tão elevado. E entendo que a solução para o nosso país passa justamente pela diminuição drástica do seu gigantismo e alto nível de intervenção.
Bom, cada um acredita no que quer, mas nessa não embarco!
17/06/2017 - Rafael Busato (POA - RS)
Apoio totalmente o posicionamento do Sr.Walter Arns. De que adianta aumentarmos o preço mínimo? O estoque público é o menor dos últimos tempos e este é um dos poucos trunfos que nos restam. Em outros anos chegamos de boné na mão em Brasília implorando AGF. Anos depois, quando o mercado ia esboçar alguma reação, lá vinha o Governo intervir e lançar leilões enjoando o mercado. Nada de errado dentro das relações de mercado, compra na baixa, vende na alta! O grande problema está em nós mesmos, que na safra imploramos por caminhoes, pagamos fretes altíssimos na safra e abastecemos gratuitamente a indústria, que sem fiscalização, gira com o arroz a depósito nos dois primeiros trimestres e líquidam a conta daqueles que tomam dinheiro delas a preços baixíssimos. Quem está nesta ciranda vai quebrar e ainda prejudica toda a cadeia! Eis a verdade!

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