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05.01.2017 | ECONOMIA - por Agência Estado

PIB não deve crescer e recessão persiste em 2017

Agora, enquanto alguns analistas já apontam contração neste ano, a mediana do mercado ainda espera crescimento, mas cada vez mais migra para baixo. O desempenho do PIB em 2017 deve ficar entre 0 e -1%

Quando a Câmara dos Deputados aprovou o afastamento de Dilma Rousseff e Michel Temer assumiu o poder, analistas começaram a rever suas projeções para a economia brasileira em 2017 para cima. Em meados do ano, muitos já apontavam expansão de mais de 2%. A lua de mel do mercado com o governo, no entanto, durou pouco. Conforme a atividade foi decepcionando e a crise política novamente ganhou força, as expectativas em relação a 2017 voltaram a cair e atualmente diversos economistas já projetam mais um ano de recessão. Bank of America, BNP Paribas, Itaú e outros chegaram a prever o PIB de 2017 na faixa de 2% poucos meses atrás.

Na pesquisa Focus, do Banco Central, no entanto, as estimativas sempre foram mais conservadoras. Agora, enquanto alguns analistas já apontam contração neste ano, a mediana do mercado ainda espera crescimento, mas cada vez mais migra para baixo. O desempenho do PIB em 2017 deve ficar entre 0 e -1%.

Com a situação política exacerbada, o governo está conseguindo evitar que a economia encolha muito. Não há recuperação no lado do consumo. A renda está caindo e deve continuar. O que resta é a parte de investimentos. Porém, sem clareza no quadro político, fica complicado alguém investir no País. As exportações claramente não devem ajudar este ano.

Já o agronegócio pode ajudar, mas não salvar. Em se concretizando as projeções de crescimento muito próximo de zero em 2017, o Brasil terá mais um ano perdido. Estudo do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) aponta que a atual recessão começou no segundo trimestre de 2014 e, segundo os dados mais recentes, caminha para ser a mais longa (já são no mínimo 11 trimestres) e a mais profunda da história brasileira (a contração estimada é de ao menos 8,7%, segundo a FGV), superando inclusive a Grande Depressão de 1930.

Alguma retomada se dará ao longo do ano, já que o País vem de dois anos de recessão, mas talvez insuficiente para terminar o ano em queda. A volta dos investimentos ficará a mercê da evolução das medidas fiscais e do fim das incertezas políticas. O governo está bastante fragilizado para fazer a reforma da Previdência. A volta dos investimentos vai depender muito do avanço das medidas. Analisando apenas o momento, os fundamentos do Brasil são muito ruins, mas a economia parece caminhar na direção correta.

O México, por exemplo, outra grande potência emergente, tem indicadores econômicos bem melhores do que os brasileiros no momento, mas suas perspectivas não são nada boas, em função da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Mesmo assim, a economia brasileira não está fora de perigo. Hoje a margem de erro para o Brasil é baixíssima. A atual crise brasileira é resultado de um excesso de endividamento e a solução naturalmente leva tempo. Isso se resolve com desalavancagem, que é um processo muito lento.




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